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terça-feira, 26 de setembro de 2017

Lenda da Vitória-Régia.


A lenda da vitória-régia, uma das mais conhecidas do folclore brasileiro, pertence à cultura do norte em virtude de ter nascido nessa região do país. Ela explica a origem da planta aquática que é símbolo da Amazônia.Segundo essa lenda indígena e amazônica, a vitória-régia é originalmente uma índia que se afogou após se inclinar no rio para tentar beijar o reflexo da lua. Para os índios, a lua era Jaci, por quem a índia estava apaixonada. Jaci costumava namorar as índias mais bonitas da região. Naiá, que viria a ser transformada na vitória-régia, era uma dessas índias que esperava ansiosa pelo encontro com o deus. As índias que Jaci namorava eram levadas para o céu e transformadas em estrelas. Apesar da tribo alertar Naiá que ela deixaria de ser índia se fosse levada por Jaci, ela estava apaixonada e, conforme o tempo passava, desejava cada vez se encontrar com ele. Certa noite, sentada à beira do rio, a imagem da lua estava sendo refletida na água. Assim, parecendo estar diante de Jaci, inconscientemente Naiá se inclina para beijá-lo e cai no rio despertando da ilusão.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A Fábula da Perereca.


Numa mata, uma perereca preparava-se para comer uma mosca, quando um macho, que observava a cena, diz: — Perereca, não coma já a mosca! Espere que a abelha a coma, depois tu comes a abelha. Ficaras melhor alimentada. A perereca assim fez e, efetivamente, passados alguns segundos, veio a abelha que comeu a mosca. A Perereca preparou-se, então, para comer a abelha, mas o macho interrompeu novamente. — Perereca, não comas a abelha! Ela vai ficar presa na teia da aranha e a aranha vai comê-la, então tu comes a aranha e ficarás melhor alimentada. A perereca de novo esperou. A abelha levantou voo, caiu na teia da aranha, veio a aranha e comeu-a. A perereca preparou-se para saltar sobre a aranha, mas de novo o macho falou: — Perereca, não sejas precipitada! Há de vir o pássaro que comerá a aranha, que comeu a abelha, que comeu a mosca. Comerás o pássaro e ficarás melhor alimentada. A perereca, reconhecendo os bons conselhos do macho, aguardou. Logo depois, chegou o pássaro que comeu a aranha. Entretanto, começou a chover e a perereca, ao atirar-se sobre o pássaro, escorregou e caiu numa poça d'água. Neste momento, uma cobra que passava por lá, engoliu a perereca e sumiu mata adentro. Moral da História: Isso que dá em ser ganancioso demais. Além disso, quanto mais tempo duram as preliminares, mais molhada fica a perereca. Porém, cuidado! Se não comer, vem outro e come!

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

O Cachorro e o Pato.


Numa fazenda muito distante da cidade, moravam vários animais, dentre eles o cachorro e pato, mas esses dois nunca se deram bem. Um dia, o cão resolveu ir embora sem avisar a ninguém. No caminho, ele começou a falar sozinho: -Eu só vou embora, por causa do pato. Ao amanhecer o dia, o pato não encontrou o cachorro, então começou a dizer: -Onde está aquele cachorro chato??? Aconteceu que, o cão começou a sentir falta do pato e o pato dele, assim o cão, com muita saudade, resolveu voltar. MORAL: É preciso perceber a importância que têm aqueles que convivem com a gente.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Não Quebre Uma Promessa Ao Orixá: Iroko.


A PROMESSA FEITA À IROKÔ Conta um iton (lenda) do Orixá Iroko que havia uma vendedora de Obi e Orobô que todos os dias, ao ir para o mercado, passava por um grande pé de Iroco e lhe deixava uma oferenda, pedindo que ajudasse a engravidar, assim mais tarde, teria alguém para ajudá-la com a mercadoria que carregava na cabeça num pesado balaio e, também companhia na velhice. Prometia a Iroco um bode, galos, obis, orobos e uma série de oferendas da predileção do Orixá sagrado da Arvore. A mulher concebeu e deu a luz a uma filha, esquecendo-se da promessa no mesmo instante. Ao ir para o mercado, escolhia outro caminho, esquivando-se de passar perto de Iroco, com medo que o Orixá cobrasse a promessa. A menina cresceu, forte e sadia e, um dia a mulher teve necessidade de passar, com a filha, perto de Iroko. Não tinha outro jeito se não por ali. Saudou a arvore, sem se deter, e seguiu seu caminho, com o balaio na cabeça. A criança parou junto a quem lhe tinha dado a vida (sem de nada saber), achando Iroco belo e majestoso. Apanhou uma folha caída no chão e não se deu conta que a mãe seguia em frente, andando mais depressa que de costume, quase correndo. Quando a mulher percebeu que tinha caminhado ligeiro demais, já estava muito afastada da menina. Olhando para trás. Viu a arvore bailando com a criança e falando da promessa abandonada. As enormes raízes abriram um buraco na terra, suficientemente grande para tragar a menina, propriedade do orixá. "Quem Prometer, Que Cumpra". O culto a Iroko é um dos mais populares na terra yorubá e as relações com esta divindade quase sempre se baseiam na troca: um pedido feito, quando atendido, sempre deve ser pago pois não se deve correr o risco de desagradar Iroko, pois ele costuma perseguir aqueles que lhe devem. Essa Lenda tem o ensinamento de que não importa o que foi pedido “o que é tratado não sai caro”, lembre-se de sempre que o Orixá lhe pedir alguma coisa por mais simples que pareça não deixe de pagar ou atender o que seu Orixá pediu.

sábado, 2 de setembro de 2017

Apenas "Duas Moedas".


Um jovem, estudante em uma das universidades, foi um dia dar um passeio com um professor, que era comumente chamado de amigo pelos alunos, isso por conta de sua bondade para com aqueles que esperaram por suas instruções. Andando juntos viram deitado no caminho de um par de sapatos velhos, que supostamente pertencia a um homem pobre que trabalhava em um campo por perto, e que tinha quase terminado seu trabalho diário. O aluno virou-se para o professor, dizendo: “Vamos fazer uma pegadinha sem maldade com o homem:. Vamos esconder seus sapatos, e esconder-nos atrás dos arbustos, e esperar para ver a sua perplexidade quando ele não encontrá-los” “Meu jovem amigo”, respondeu o professor, “nunca devemos nos divertir à custa dos pobres. Mas você é rico e pode dar-se um prazer muito maior por meio deste pobre homem. Coloque uma moeda em cada sapato, e depois vamos nos esconder e ver como isso afeta-lo. ” O aluno fez isso e ambos se colocaram atrás dos arbustos. O pobre homem logo terminou seu trabalho, saiu do campo para o caminho onde ele havia deixado seu casaco e sapatos. Depois de colocar o casaco, ele enfiou o pé em um de seus sapatos, mas sentindo algo duro, ele abaixou-se para ver o que era, e encontrou a moeda. Espanto e admiração eram vistos em seu rosto. Ele contemplava a moeda, virou-as várias vezes olhando sempre para ela. Ele então olhou em volta para todos os lados, mas não viu pessoa alguma. Depois ele colocou o dinheiro no bolso, e começou a colocar o outro sapato, mas sua surpresa foi dobrada ao encontrar a outra moeda. Seus sentimentos venceram, ele caiu de joelhos, olhou para o céu e pronunciou em voz alta um fervoroso agradecimento em que falou de sua esposa que estava doente e indefeso, e seus filhos sem pão, a quem esta graça oportuna, de alguma mão desconhecida , pouparia de perecer. O estudante ficou lá profundamente afetado, e seus olhos se encheram de lágrimas. “Agora”, disse o professor, não está muito mais satisfeito do que se tivesse feito a brincadeira maldosa? ” O jovem respondeu: “Você me ensinou uma lição que jamais esquecerei Sinto-me agora a verdade destas palavras, que eu nunca compreendi antes:.” É mais abençoado dar do que receber “. __________________________________________________
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