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domingo, 31 de março de 2013

Enquanto houver Amizade!


Pode ser que algum dia deixemos de nos falar... Mas, enquanto houver amizade, Faremos as pazes de novo... Pode ser que o tempo passe... Mas, se a amizade permanecer, Um de outro se há de lembrar. Pode ser que um dia nos afastemos... Mas se formos amigos de verdade, A amizade nos aproximará. Pode ser que um dia não mais existamos... Mas, se ainda sobrar a amizade, Nasceremos de novo um para o outro. Pode ser que um dia tudo acabe... Mas, com a amizade construiremos tudo novamente, Cada vez de forma diferente, Sendo único e inesquecível cada momento Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre. Há duas formas para viver a sua vida: Uma é acreditar que não existe milagre, A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

sábado, 30 de março de 2013

O RIO E O OCEANO.


Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada,os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar.Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano. Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento. Assim somos nós. Só podemos ir em frente e arriscar. Coragem !! Avance firme e torne-se Oceano!!! Osho

quarta-feira, 27 de março de 2013

As coisas que não falei...


Eu não falei, que a vida foi injusta para mim ao separar-me de você... Eu não falei, que quando o conheci senti-me feliz com a sua presença, que me encantou... Eu não falei, que apesar de todas nossas diferenças me realizei como Mulher... Eu não falei, que jamais me passava pela cabeça que nossas diferenças de idade seria um pouco cruel, e nem pensava nisso... Eu não te falei,que o seu amor abalou toda minha estrutura... Eu não te falei, que depois que você se foi me sinto em frangalhos, e que nada mais me importa na vida... Porque se eu te falasse, você jamais sairia de perto de mim, mas a vida quis assim... de Ruth um pouquinho de mim...para "Vidas e Sonhos".

O menino Ladrão e sua mãe. Fábula do Esopo.


Ao voltar da escola,um menino entregou a sua mãe as tabuinhas que roubara do seu colega. Como esta não o castigasse, mas ainda elogiasse, em uma segunda vez ele roubou um manto e lhe trouxe. E sua mãe elogiou ainda mais.A criança cresceu e, já moço, passou a praticar roubos maiores. Um dia, porém foi apanhado em flagrante, e com as mãos atadas às costas foi levado ao carrasco. Sua mãe o acompanhava batendo no peito em sinal de pesar, e ele disse que queria falar-lhe algo no ouvido. E assim que ela se aproximou do filho, ele abocanhou o lóbulo de sua orelha e arrancou com selvageria. Ela o censurou por sua impiedade, pois não bastasse os crimes anteriores, também mutilava sua mãe! E ele respondeu:"Se no dia em que trouxe aquela tabuinha, meu primeiro roubo, tu me tivesses repreendido, eu não me veria hoje neste ponto, sendo conduzido para a morte". Moral : A Fábula mostra que o vício que não é reprimido desde o início torna-se cada vez maior. Fábula do Esopo.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Simpatia para atrair Dinheiro.


Distribua para sete pessoas sete moedas de dez centavos. A pessoa que receber a moeda deverá enterrá-la , dizendo:" Nesse momento enterro minha pobreza". Depois de ter enterrado a moeda a pessoa deve esperar por sete dias de desenterra-la dizendo: "Estou desenterrando minha riqueza" Simpatia da Bruxinha Valentina para "Vidas e Sonhos".

domingo, 24 de março de 2013

O CACHORRINHO DA MINHA IRMÃ E SEU URSINHO


"Desaparecimentos misteriosos de pessoas, carros, navios, aviões, coisas e até de animais ocorrem em todo o mundo sem explicação, sendo que nunca mais são encontratos. O que seria a causa desses misteriosos desaparecimentos? Portais interdimensionais? Uma passagem temporal para outra época? Ou o que?" O Relato a seguir é sobre um desses inúmeros e misteriosos acontecimentos! ================================================================================= Minha irmã tem um cachorro, ganhou do namorado dela ainda filhote. Quando ele chegou em casa, demos um ursinho pra ele, para que pudesse brincar e não se sentir sozinho. Enfim, esse ursinho acabou sendo uma espécie de "namorada" pro Príncipe (nome do cachorro da minha irmã). Onde vai, leva o bendito urso com ele. Até quando minha irmã resolve lavar o urso, o Príncipe fica olhando e esperando secar no varal. É até legal ver os dois juntos, muito engraçado. Bom, em janeiro deste ano fomos viajar para o litoral e não tínhamos com quem deixar o Príncipe. Resolvemos que teríamos que levá-lo conosco. Mas, não se sabe como, o ursinho do Príncipe sumiu. Procuramos durante os dois dias anteriores à viagem pelo urso, e não o encontramos. O Príncipe ficou muito triste mesmo, não queria saber mais de brincar. Mesmo assim, partimos e levamos ele, sem o urso. No dia 07-02-2013, fui pra casa da minha mãe no meu horário de almoço. Cheguei e o Príncipe estava deitadinho na porta da cozinha, moadinho como sempre ficou desde o sumiço do urso. Entrei, abri a geladeira, olhei pro Príncipe de novo e qual foi minha surpresa? O Príncipe todo contente com seu ursinho na boca!!!! Parecia que o abraçava!!! Ele vinha até mim, como querendo que eu fosse ver o urso! Perguntei pra minha mãe quem tinha achado o ursinho e ela, toda espantada, foi ver se era verdade! Estavam todos em casa e NINGUÉM sabia do aparecimento dele. Meus pais não têm vizinhos, nem dos lados, nem nos fundos. Então, descartamos que alguém tenha jogado pelo muro. Foi muito estranho, de onde esse urso apareceu? Onde esse urso estava todo esse tempo? Como pôde assim, aparecer do nada??? Até meu pai que é a pessoa mais racional que conheço, não soube explicar o ocorrido. Seria outro caso sobre Universo Paralelo??? Alguém poderia explicar? Abraços a todos! Gentilmente, Anta Paula ================================================================================= • Muitos casos de desaparecimento inexplicáveis de pessoas, objetos e animais ocorrem por todo o mundo, sendo que em alguns casos os "desaparecidos" ressurgem em outros locais da mesma forma misteriosa como desapareceram. O que causaria esses estranhos fenômenos?

sábado, 23 de março de 2013

O Buda Silencioso .


Era uma vez, existia um homem muito rico morando em Benares, na Índia Setentrional. Quando seu pai morreu, ele herdou até mais riqueza. Ele pensou, "Por que eu deveria usar este tesouro somente para mim? Permitirei que meus semelhantes também se beneficiem desta riqueza." Assim ele construiu salões de jantar nos quatro portões da cidade - norte, leste, sul e oeste. Nestes salões de jantar ele deu comida livremente a todos que quiseram, e ficou famoso por sua generosidade. Também ficou conhecido que ele e seus seguidores eram praticantes dos Cinco Passos de Treinamento. Naqueles dias, havia um Buda Silencioso meditando na floresta próxima de Benares. Ele era chamado Buda porque era iluminado, isso significava que ele não mais se sentia a ele mesmo, o chamado 'eu’, como sendo de qualquer forma diferente de tudo da vida vivida propriamente. Assim ele podia experimentar a vida como realmente é, em cada presente momento. Sendo alguém com toda a vida, ele era cheio de compaixão e complacência com a infelicidade de todos os seres. Então desejou instruir-se e ajudá-los a serem iluminados da mesma maneira que ele era. Mas o tempo de nosso conto era na maioria das vezes desafortunado, um tempo muito triste. Era um tempo no qual ninguém estava disposto a entender a Verdade, e sentir a vida como realmente é, e desde então este Buda soube disso, e era por isso que ele era Silencioso. Enquanto meditava na floresta, o Buda entrou estado mental muito elevado, sua concentração era tão grande que permaneceu imóvel por sete dias e noites, sem comer ou beber. Quando retornou ao estado normal, ele estava em risco de morrer de fome, no momento habitual do dia, ele foi buscar comida na mansão do homem rico de Benares. Quando o homem rico acabou de se sentar para almoçar, ele viu o Buda Silencioso que vinha com sua tigela, ergueu-se de sua cadeira respeitosamente e ordenou ao seu empregado para oferecer comida a ele. Enquanto isso, Mara, o deus da morte, estava assistindo, Mara é aquele que é cheio de cobiça para ter o poder sobre todos os seres, ele tem este poder por causa do temor da morte. Desde que, um Buda viva plenamente a vida em cada momento, ele não tem nenhum desejo de vida futura, e nenhum medo da morte. Então, já que Mara não tinha nenhum poder sobre o Buda Silencioso, desejou destruí-lo. Quando viu que ele estava prestes a morrer de fome, soube que teria uma boa chance de ter sucesso. Antes de o empregado poder colocar a comida na tigela do Buda Silencioso, Mara criou um poço profundo de carvão em chamas, ardentes e vermelhos entre eles. Parecia com a entrada para o inferno. Quando viu isto, o empregado temeu pela morte e correu de volta para seu patrão. O homem rico perguntou a ele por que ele retornou sem dar a comida. Ele respondeu: - "Meu senhor, existe um enorme e profundo poço quente de carvões vermelhos em chamas justo na frente do Buda Silencioso." O homem rico pensou, "Este homem deve estar vendo coisas!" Então enviou outro empregado com a comida, e este também retornou assustado com o mesmo poço de carvões ardentes. Vários empregados foram mandados, mas todos retornaram assustados com a morte. Então pensou o patrão, "Não há dúvidas de que Mara, deus da morte, pode tentar evitar meu saudável ato de oferecer comida ao Buda Silencioso! Porque ações saudáveis são o início do caminho para o esclarecimento, assim, Mara deseja me parar a qualquer custo. Mas ele não entende minha confiança no Buda Silencioso e minha determinação em ofertar." Assim ele próprio levou a comida para o Buda silencioso. Ele mesmo viu as chamas que subiam do poço ardente. Então olhou para cima e viu o terrível deus da morte, flutuando acima no céu. Ele perguntou, "Quem é o senhor.?" Mara respondeu, “eu sou o deus da morte!" "O senhor criou este poço de fogo?" Perguntou o homem. "Eu criei," disse o deus. "Por que o senhor fez isso?" "Para afastar você de dar comida, e deste modo causar a morte do Buda Silencioso! Também para evitar a sua ação saudável de ajudar você no caminho do esclarecimento, assim você permanecerá em meu poder!" O homem rico de Benares disse, "Oh Mara, deus da morte, demônio, você não pode matar o Buda Silencioso e você não pode impedir minha ação saudável de doar! Vamos ver qual determinação é mais forte!" Então ele olhou de um lado para outro do poço furioso de fogo, e disse para o tranqüilo e gentil Iluminado, "Oh Buda Silencioso, faça com que a Luz da Verdade continue a brilhar como um exemplo para nós. Aceite este presente de vida!" Assim dizendo, ele esqueceu completamente de si mesmo, e naquele instante não existia nenhum medo da morte. Assim, ele andou no poço em chamas, ele sentiu-se sendo erguido por uma formosa flor fresca de lótus. O pólen de desta flor milagrosa estendeu-se no ar, e o cobriu com sua brilhante cor de ouro. Em pé no coração da flor de lótus, o homem despejou a comida na tigela do Buda Silencioso. Mara, deus da morte, estava derrotado! Em agradecimento a este presente maravilhoso, a Buda silencioso levantou suas mãos em bênção. O homem rico curvado em homenagem, juntou suas mãos acima de sua cabeça. Então o Buda Silencioso partiu de Benares, e foi para as florestas do Himalaia. Ainda em pé na maravilhosa flor de lótus, brilhando com cor de ouro, o patrão generoso ensinou a seus seguidores. Ele disse a eles que a prática dos Cinco Passos de Treinamento é necessária para purificar a mente. Ele disse a eles que aquele que tem mente pura, existe grande mérito dando esmola - isso é verdadeiramente o presente da vida! Quando ele terminou o ensinamento, o poço ardente e a encantadora e fresca flor de lótus desapareceram completamente. A moral é: Não tenhas nenhum medo de fazer ações benevolentes. A tradução deste texto é uma preciosa colaboração de Moacir Correias -

quinta-feira, 21 de março de 2013

O Rei Bondade, o grande. Contos.


Era uma vez, um Ser Iluminado que nasceu na família real, em Benares, norte da Índia. Quando se tornou rei foi chamado de Rei Bondade, o Grande. Ele ganhou este título porque tentava fazer boas coisas o tempo todo, até mesmo quando os resultados pudessem não ser em seu benefício. Por exemplo, ele despendeu muito do tesouro real na construção e manutenção de seis casas de caridade. Ajuda e manutenção eram dadas gratuitamente nestas casas para todos os pobres e necessitados que chegavam, mesmo até aos viajantes desconhecidos. Rapidamente ele tornou-se famoso pela sua paciência, afetuosa, gentileza e compaixão. Era dito que ele amava todas as criaturas como um pai ama seus filhos menores. Claro que o Rei Bondade, o Grande, jejuava, respeitando os dias santificados, e naturalmente praticava os "Cinco Passos de Treinamento," renunciando às ações nocivas, que são: matar, roubar, promiscuir-se sexualmente, mentir, e drogar-se. Assim sua humana bondade tornou-se mais e mais pura. Uma vez que ele não desejava fazer mal a ninguém, o Rei Bondade, até mesmo recusava prender ou prejudicar malfeitores. Sabendo disto, um dos seus mais importantes ministros tentou tirar vantagem dele. Inventou um plano para enganar algumas das mulheres do harém real. Posteriormente isto tornou-se conhecido por todos e foi reportado ao rei. O rei chamou o mau ministro a sua presença e disse, "Eu investiguei e descobri que você cometeu um ato criminoso. O boato tem se espalhado e você desonrou a si próprio aqui em Benares. Então, é melhor que saia daqui e vá viver em qualquer outro lugar. Você deve pegar toda a sua fortuna e sua família, vá para onde quiser e seja feliz lá, e aprenda esta lição". O ministro pegou sua família e todos os seus pertences e foi para a cidade de Kosala, sendo na realidade muito esperto ele se esforçou e se tornou um ministro do rei, com o tempo ele veio a ser o conselheiro mais confiável do Rei de Kosala. Um dia ele disse ao rei, "Meu senhor, eu vim para cá de Benares, a cidade de Benares é como uma colméia onde as abelhas não mordem, o rei dominante é muito brando e fraco, com apenas um pequeno exército poderá facilmente conquistar a cidade e fazê-la sua." O rei duvidou disto e então disse, "Você é meu ministro, mas fala como um espião que está me induzindo a entrar numa cilada!" O ministro respondeu, "Não, meu senhor, se não me acredita, mande seus melhores espiões para verificar o que eu digo, não estou mentindo, quando ladrões são trazidos à presença do Rei de Benares, ele lhes dá dinheiro, e os aconselham a não tomar o que não lhes é dado, e os deixam ir livremente". O rei decidiu averiguar para ver se isto era verdade, então ele mandou alguns ladrões para atacar uma antiga vila da fronteira pertencente ao reino dos Benares, os aldeões capturaram os saqueadores e os trouxeram ao Rei Bondade, o Grande, ele os indagou, "Por que vocês querem cometer este tipo de crime? Os ladrões responderam, " Vossa Majestade, nós somos pessoas pobres. não há como viver sem dinheiro, como existem muitos trabalhadores no seu reino, não há trabalho para nós aqui, de modo que tivemos de saquear a província a fim de sobrevivermos." Ouvindo isto, o rei deu-lhes presentes em dinheiro e os advertiu a mudarem seus meios de vida, e os deixou ir embora livremente. Quando o Rei de Kosala ficou sabendo disto, mandou outra gang de bandidos desta vez para as ruas de Benares, eles também saquearam as lojas e até mataram algumas pessoas. Quando foram capturados e levados à presença do Rei Bondade, o Grande, ele os tratou da mesma forma como aos primeiros ladrões. Sabendo disto, o Rei de Kosala começou a marcha com sua tropa e seus elefantes em direção à Benares. Naquela época o Rei de Benares tinha um poderoso exército o qual incluía muitos bravos elefantes, havia muitos soldados, e também alguns que eram tão grandes como gigantes, era sabido que eles eram capazes de conquistar a Índia toda. Os gigantes soldados contaram ao Rei Bondade, o Grande, sobre a invasão do pequeno exército de Kosala e pediram permissão para atacá-los e matá-los a todos. Mas o Rei Bondade, o Grande, não os mandariam para batalha. Ele disse, "Meus filhos, não briguem apenas para que eu permaneça rei, se destruirmos as vidas de outros, nós também destruímos nossa própria paz mental, por que deveríamos matar outros? Deixem que eles tomem o reino se eles o querem tanto, eu não desejo brigar." Os ministros reais disseram, " Meu Senhor, nós próprios iremos lutar com eles, não se preocupe, apenas nos dê a ordem." Porém, mais uma vez, o Rei Bondade, o Grande, os impediu. Enquanto isso o Rei de Kosala mandou um aviso, dizendo ao Rei Bondade, o Grande, que lutasse ou abrisse mão de seu reino. O Rei Bondade lhe mandou esta resposta: "Eu não quero que você lute comigo, e você não quer que eu lute com você. Se quiser o reino, você pode tê-lo. Por que deveríamos matar pessoas apenas para decidir o nome do rei? Que importa até mesmo o próprio nome do país?" Ouvindo isto, os ministros vieram à presença do rei e apelaram, "Meu Senhor, deixe-nos ir com nosso poderoso exército, vamos vencê-los com nossas armas e capturá-los a todos, somos mais fortes do que eles, não temos que matar ninguém e além do mais, se entregarmos a cidade, as forças inimigas certamente nos matarão a todos!" Mas o Rei Bondade, o Grande, não se comoveu, recusou-se prejudicar a qualquer pessoa e respondeu, "Mesmo que vocês não desejem matar, pela luta muitos poderão ser feridos e por acidente alguns podem morrer, ninguém sabe o futuro - se nossos atacantes irão nos matar ou não, porém sabemos se nossas ações presentes são certas ou erradas, além do mais, eu não irei prejudicar, ou deixar que outros prejudiquem, qualquer ser vivente!" O Rei Bondade, então, mandou que os portões da cidade fossem abertos aos invasores. Ele levou seus ministros para o andar de cima do palácio e os advertiu, "Não digam nada e tentem manterem-se calmos." O Rei de Kosala entrou na cidade de Benares e viu que não havia ninguém contra ele, então ele e seus soldados entraram e foram para o andar de cima e capturaram o inocente Rei Bondade, o Grande, os soldados amarraram as mãos do rei derrotado e de todos os seus ministros. Eles foram levados para o cemitério fora da cidade, foram enterrados, de pé, até o pescoço, tendo apenas suas cabeças sobre o solo, mas até mesmo enquanto a terra suja estava quase prendendo seu pescoço, o Rei Bondade, permaneceu sem nenhuma raiva em sua mente e nem disse nada. Quanto aos seus ministros, sua disciplina e obediência ao Rei Bondade, era tão grande que nenhum disse qualquer palavra contra ninguém, o Rei de Kosala porém não teve dó e disse com tom rude, "A noite está chegando, deixem os chacais fazerem bom proveito desses!" E aconteceu que, à meia-noite, um grande bando de chacais pairara sobre o cemitério. Podiam sentir o cheiro do banquete de carne humana esperando por eles. O Rei Bondade e seus ministros, vendo os chacais se aproximando gritaram todos ao mesmo tempo e os espantaram, isto aconteceu mais duas vezes, daí os sabidos chacais concluíram, "Estes homens devem ter sido colocados aqui para que os matemos e os comamos." e, não mais amedrontados, eles ignoraram os gritos. O chacal rei caminhou justamente para o rosto do Rei Bondade, o rei ofereceu seu pescoço para o canídeo, porém antes que o animal pudesse mordê-lo, o Rei agarrou com seus dentes o queixo do chacal, e sem machucá-lo apertou-o com força de forma que o chacal rei uivou de medo. Isto amedrontou seus companheiros e todos eles foram embora. Nesse meio tempo o chacal rei debatia-se de um lado para outro, tentado desesperadamente livrar-se das poderosas mandíbulas do rei humano, e ao fazer tal movimentos ele liberava a terra suja agrupada ao redor do pescoço e dos ombros do rei, então, o Rei Bondade liberou o uivante chacal e conseguiu livrar-se da terra solta e levantar-se do solo. Então ele libertou seus amedrontados ministros. Alí por perto havia um cadáver, acontece que esse cadáver estava justamente no limite dos territórios reivindicados por dois demônios rivais. Eles estavam argüindo sobre a divisão do cadáver, insultando-se um ao outro da forma que somente demônios sabem fazer. Então um demônio falou para o outro, "Por que continuar discutindo ao invés de comer? justo alí está o Rei Bondade, o Grande, de Benares, ele é famoso em todos os mundos pela sua justiça, ele irá dividir o cadáver para nós. Eles arrastaram o cadáver para perto do rei e pediram-lhe para dividi-lo entre eles imparcialmente, o Rei respondeu, "Meus amigos, eu ficarei feliz em dividir este cadáver entre vocês, mas eu estou sujo e indecente e preciso me limpar primeiro." Os dois demônios usaram de seus mágicos poderes para trazer água perfumada, perfume, roupas, ornamentos e flores do próprio palácio em Benares. O rei banhou-se, perfumou-se, vestiu-se e se cobriu com os ornamentos e coroa de flores. Os demônios perguntaram ao Rei Bondade se havia algo mais que eles pudessem fazer. O rei respondeu que estava com fome, então, novamente, pelos seus mágicos poderes os demônios trouxeram o mais delicioso e temperado arroz, numa tigela de ouro, e água perfumada para beber, num copo de ouro - também do palácio real em Benares. Quando estava satisfeito, o Rei Bondade pediu aos demônios que lhe trouxessem a espada real, do travesseiro do Rei de Kosala, que estava dormindo no palácio em Benares. Por mágica aquilo também foi feito facilmente. Então o rei usou a espada para cortar o cadáver em duas metades, pela espinha abaixo, ele então lavou a espada real e a prendeu no seu cinto. Os famintos demônios, felizes, devoraram o cadáver, imparcialmente dividido, então, agradecidos eles disseram ao Rei Bondade, "Agora, que nossas barrigas estão cheias, há mais alguma coisa que podemos fazer por você?" O rei respondeu, "Com sua mágica, levem-me ao meu próprio quarto no palácio, ao lado do Rei de Kosala. Também, levem todos os meus ministros de volta às suas casas." Sem dizer uma palavra os demônios fizeram exatamente o que o rei lhes pediu. Naquele momento o Rei de Kosala estava dormindo profundamente na cama dos aposentos reais. Rei Bondade, o Grande, gentilmente tocou a barriga do rei adormecido com a espada real, o rei acordou muito surpreso, e por causa da pouca claridade de luz, ficou amedrontado ao ver o Rei Bondade inclinado sobre ele com a espada na mão, ele teve de esfregar seus olhos para se certificar de que não estava tendo um pesadelo! Então ele perguntou ao Grande Rei, "Meu Senhor, como conseguiu chegar até aqui apesar de todos os meus seguranças? Você estava enterrado até o pescoço no cemitério - como pode estar livre da sujeira, cheirando bem, vestido com seus robes reais e adornado com finas jóias e com as mais lindas flores? O Rei Bondade contou-lhe a história de como escapou do bando de chacais e também falou dos dois demônios que vieram até ele para resolver suas disputas, assim como do quanto eles ficaram agradecidos e o ajudaram com seus poderes mágicos. . Ouvindo isto o Rei de Kosala ficou subjugado pela sua própria vergonha, ele baixou sua cabeça para o Rei Bondade, o Grande, e disse, "Oh grande rei, os estúpidos e ferozes demônios, que vivem de comer a carne e beber o sangue de cadáveres - eles reconheceram sua suprema bondade, mas eu, que tive sorte bastante de haver nascido como um inteligente e civilizado ser humano - tenho sido muito tolo em não ver quão maravilhosamente pura é a sua bondade, eu prometo nunca mais conspirar contra ti, meu Senhor - que conquistou tal perfeita inofensividade, e prometo servi-lo para sempre como o mais confiável dos amigos, por favor me perdoe, ó grande rei." E, como se ele fosse um servo, o Rei de Kosala deitou o Rei Bondade, o Grande, na cama real, enquanto ele próprio deitou-se num pequeno sofá. No dia seguinte o Rei de Kosala chamou a todos os seus soldados para dentro do pátio do palácio. Alí, publicamente, louvou o Rei de Benares, e pediu seu perdão uma vez mais, entregou de volta o reino e prometeu que ele sempre iria proteger o Rei Bondade. Depois, ele puniu seu conselheiro, o ministro criminoso, e retornou para Kosala com suas tropas e seus elefantes. Rei Bondade, o Grande, sentou-se majestosamente em seu trono dourado. Ele estava protegido do sol por um branco e puro guarda-sol real, ele ensinou a seus fiéis súditos dizendo, " Povo de Benares, perfeição começa em se abrindo mão das cinco ações nocivas de uma vez por todas, as mais nobres qualidades de uma boa pessoa, seja ela rei ou súdito, são a gentileza e a compaixão, repleto destas qualidades, ninguém prejudica ninguém - qualquer que seja o preço ou o motivo, não importa quão perigosa seja a ameaça, a pessoa deve perseverar até que a grandeza de seu bom coração vença no final." Pelo resto do seu reinado, o povo de Benares viveu feliz e pacificamente. O Rei Bondade, o Grande, continuou realizando salutares trabalhos. Finalmente ele morreu e renasceu como merecia. Moral da história: "Recusando-se a prejudicar os outros, o bom de coração vence a tudo." A tradução deste texto é uma preciosa colaboração de Teresinha Medeiros dos Santos -

terça-feira, 19 de março de 2013

O prato de ouro . Contos de Buda.


Era uma vez um lugar chamado Seri, onde haviam dois vendedores de panelas e potes e adornos feitos à mão. Eles concordaram em dividir a área da cidade entre os dois e combinaram que, após um sair em campo para suas vendas em sua respectiva área, o outro poderia tentar também vender naquela parte da cidade já visitada anteriormente pelo primeiro. Um dia, enquanto um deles vinha descendo por uma rua, uma pobre menina o viu e pediu a sua avó que lhe comprasse um bracelete. A velha senhora respondeu, " Como podemos comprar um bracelete se somos pessoas pobres?" Ao que a menina retrucou, "Uma vez que não temos nenhum dinheiro, nós podemos dar nosso velho prato enegrecido pela fuligem." A velha senhora concordou em fazer uma tentativa e então convidou o negociante a entrar.Ele percebeu que estas eram pessoas muito pobres e inocentes, e não quis perder seu tempo com elas. Embora a velha senhora tenha suplicado, ele disse que não tinha nenhum bracelete que ela pudesse comprar. Então ela perguntou, "Nós temos um velho prato que não nos é útil. Não poderia negociá-lo por um bracelete?" O homem pegou o prato e, enquanto o examinava aconteceu de arranhá-lo na parte de baixo. Para sua surpresa ele viu que por baixo da negra fuligem era um prato de ouro! Mas não quis deixar transparecer que notou o fato. Ao invés disto ele decidiu iludir estas pobres pessoas afim de que pudesse obtê-lo em seguida, por nada. Então ele disse, "Isto não tem valor, não vale sequer um bracelete, e eu não quero isto!" Ele saiu, pensando que poderia retornar depois e elas aceitariam muito menos até pelo prato. Nesse meio tempo, o outro vendedor tendo acabado o trabalho na sua área, dirigiu-se à do primeiro, conforme eles haviam concordado. Acabou passando pela mesma casa. Novamente a menina implorou a sua avó que negociasse o velho prato por um bracelete. A mulher viu que este comerciante parecia ser amável e sensível e pensou, "Ele é um bom homem, não é como aquele grosseiro vendedor de antes." Então ela o convidou a entrar e ofereceu o mesmo velho prato enegrecido pela fuligem em troca de um bracelete. Ao examiná-lo, ele também viu que o prato era de puro ouro por baixo da fuligem, e disse para a velha senhora, " Todas as minhas mercadorias e todo o meu dinheiro juntos não valem tanto quanto este rico prato de ouro!" Claro que a mulher ficou chocada com esta descoberta, mas agora ela teve certeza de que ele era um bom e honesto sujeito. Assim, ela disse que ficaria feliz em aceitar qualquer coisa que ele oferecesse em troca. O vendedor lhe respondeu, " Eu lhe darei todas as minhas panelas e potes e adornos, mais ainda todo meu dinheiro, se você me permitir ficar apenas com oito moedas, com minha balança e sua capa, para colocar o prato de ouro nela." Eles fecharam o negócio. Ele seguiu adiante em direção ao rio, onde pagou ao barqueiro as oito moedas para atravessá-lo à outra margem. Enquanto isso o ganancioso vendedor havia retornado, imaginando e já fazendo as contas do seu enorme lucro. Quando novamente encontrou a menina e sua avó, ele lhes disse que havia mudado de idéia e que estava disposto a oferecer algumas poucas moedas pelo velho prato enegrecido de fuligem, mas não em troca de um dos seus braceletes. A velha senhora calmamente lhe contou do negócio que acabara de fazer com o vendedor honesto, e ainda lhe disse, "O senhor mentiu para nós." O ganancioso vendedor não ficou com vergonha de sua mentira, mas ficou triste ao pensar, "Perdi um prato de ouro que deve valer uns cem mil." Então, perguntou à mulher, "Que caminho ele seguiu?" Ela lhe disse a direção e ele deixou todas as suas coisas alí mesmo à porta dela e correu para o rio, pensando, "Ele me roubou! Ele me roubou! Ele não me fará de tolo! Da margem do rio ele avistou o vendedor honesto ainda atravessando o rio no barco e gritou para o barqueiro, "Volte!" Mas o bom negociante disse ao barqueiro para continuar em direção à outra margem, e foi isto o que ele fez. Vendo que nada poderia fazer, o ganancioso vendedor explodiu de raiva, pulando para cima e para baixo, com o peito palpitando. Encheu-se de tamanho ódio pelo honesto homem que ganhara o prato de ouro, que acabou cuspindo sangue. Teve um ataque cardíaco e morreu alí mesmo! Moral da história: " Honestidade é a melhor política." A tradução deste texto é uma preciosa colaboração de Teresinha Medeiros dos Santos -

segunda-feira, 18 de março de 2013

Um modo de hospitalidade.


Haviam dois comerciantes que se correspondiam sem se conhecer pessoalmente. Um vivia em Benares e o outro, numa remota aldeia na fronteira. O comerciante rural enviou uma grande caravana a Benares, com quinhentas carroças carregadas com frutas, legumes e outros produtos, recomendando a seus empregados que vendessem todos os produtos com ajuda do seu amigo em Benares. Quando eles chegaram na grande cidade, foram diretamente procurar o comerciante. Eles lhe deram os presentes que seu amo enviou. Contente, o comerciante de Benares ofereceu-lhes hospedagem em sua própria casa e até lhes deu dinheiro para várias despesas. Ele os tratou com a melhor hospitalidade, perguntou sobre a vida do seu amigo e lhe retribuiu os presentes. Considerando que era mais fácil a uma pessoa da cidade adquirir melhores compradores para as mercadorias, ele cuidou pessoalmente que todos os produtos fossem vendidos a preços razoáveis. Os servos voltaram para casa e falaram para o seu amo tudo que tinha acontecido. Mais tarde, o comerciante de Benares enviou uma caravana de quinhentas carroças para a aldeia da fronteira. Seus empregados também levaram presentes ao comerciante rural. Quando eles chegaram, ele perguntou, "De onde vocês vêm"? Eles disseram que vinham da casa do comerciante de Benares, com quem ele se correspondia. Recebendo os presentes, o comerciante rural riu de um modo muito descortês e disse, "Qualquer um poderia dizer que vem do comerciante de Benares!” Então os despachou, não lhes dando nenhum lugar para ficar, nenhum presente, nenhuma ajuda, nada! Então, os servos foram para o centro da cidade para a feira e fizeram o melhor que puderam para comercializar os produtos sem ajuda local. De volta a Benares, falaram ao seu amo tudo que tinha acontecido. Pouco tempo depois, o comerciante rural enviou outra caravana de quinhentas carroças a Benares. Novamente seus empregados levaram presentes ao mesmo comerciante. Quando os servos do comerciante de Benares os viram vindo, disseram ao amo: "Nós já vamos providenciar alojamentos satisfatórios, comida e dinheiro para a despesa destas pessoas". Então, levaram-nos fora dos muros de cidade, num bom lugar para acampar durante a noite e lhes disseram que voltariam a Benares para preparar comida e buscar dinheiro para a despesa deles. Em vez disso, reuniram todos os colegas de categoria, voltaram ao acampamento no meio da noite, roubaram todos as quinhentas carroças, inclusive as roupas dos aldeões, perseguiram os bois que puxavam os carros, e, soltando-os, levaram as rodas dos veículos. Os aldeões ficaram apavorados e correram para casa tão rápido quanto suas pernas os puderam levar. Os servos do comerciante de cidade lhe contaram tudo que eles tinham feito. Ele disse, "Os que esquecem a gratidão e ignoram a hospitalidade simplesmente recebem o que merecem. Os que não apreciam a ajuda, têm por resultado que ninguém os ajude". A moral da história é: Se você não ajudar outros, não poderá esperar que eles o ajudem.

sexta-feira, 15 de março de 2013

O castelo encantado. conto Budista.


o capítulo sétimo "KEJOYU" (Parábola do Castelo Encantado), Sakyamuni inicia contando a história de um Buda chamado Daitsu (ou Daitsuticho) que viveu em uma terra chamada Kojo (Bem Completa), na época Daisso (Grande Forma), em um tempo chamado sanzen-jintengo (ou seja, uma época situada a cerca de tres mil aeons vezes dezesseis milhões de anos, portanto no remotíssimo passado). Esse Buda Daitsu que era pai de dezesseis filhos, atingiu a iluminação e foi homenageado pelos filhos que imploraram para que o pai lhes ensinasse a Lei, para a salvação deles e das outras pessoas, de forma que pudessem obter a Sabedoria. O Buda então pregou o Sutra de Lótus para os filhos e as pessoas, durante muitíssimo tempo. Todos os filhos acreditaram e praticaram, enquanto muitas das outras pessoas tiveram dúvidas. O Buda Daitsu, então, após deixar a profunda meditação, dirigiu-se à audiência dizendo : "Estes dezesseis Bodhisattvas de excelente sabedoria empreenderam uma dificílima prática numa existência prévia da vida. Quem acreditar e acalentar a Lei que eles expõem atingirá a iluminação". O Buda Sakyamuni, então, continua (no sétimo capítulo do Sutra de Lótus) dizendo que todos aqueles Bodhisattvas já atingiram a iluminação, como Budas, e que estão ensinando a Lei em seus próprios mundos. E acrescenta que o décimo-sexto filho é ele próprio, Sakyamuni. Aqueles que o haviam ouvido pregar, desde aquela época remota de sanzen jintengo, e tiveram fé no Sutra de Lótus, dividiram-se em dois grupos. O primeiro foi constituído por aqueles que continuaram a prática e atingiram a iluminação. O segundo grupo abandonou, mais tarde, a fé no Sutra de Lótus e aceitou ensinos budistas inferiores. Estes últimos foram aqueles que renasceram como discípulos de Sakyamuni, na Índia, para ouví-lo pregar novamente o Sutra de Lótus e recuperar a fé, para atingir a iluminação. Assim, Sakyamuni relata a parábola do castelo encantado e da terra do tesouro. Existiu, certa vez, uma terra do tesouro num lugar muito distante. A estrada que lhe dava acesso era terrível e era quase impossível caminhar por ela. Certo dia, um grupo de pessoas resolveu ir a essa grande terra. Junto a eles, ia um excelente guia conhecido pela sua sabedoria e familiaridade com a estrada. Seu único desejo era superar todas as dificuldades ao longo do caminho e levar as pessoas ao seu destino, em segurança. Durante a viagem, entretanto, as pessoas ficaram cansadas e disseram ao guia : * "Estamos exaustos e esta estrada é horrível. O destino é muito distante para ser alcançado. Queremos voltar para casa". Ouvindo-os reclamar, o guia percebeu que seria terrível se as pessoas desistissem no meio do caminho, sem ver a terra. E assim, com poderes místicos, o guia fez um castelo encantado aparecer diante do grupo, e disse : * "Não percam a coragem. Não é preciso voltar. Vejam o castelo diante de vocês. Depois de entrar, terão paz e segurança." Animados, eles disseram : * "Nunca vimos um castelo tão esplêndido. Agora podemos descansar e esquecer as nossas preocupações." Com muita vontade, entraram no castelo encantado e descansaram, convencidos de terem encontrado a verdadeira felicidade. Logo, eles recuperaram os ânimos, mas então, para assombro de todos, o guia fez o castelo encantado desaparecer. Ele disse : * "Vamos partir. O verdadeiro tesouro não está longe. O castelo onde acabam de repousar é apenas uma ilusão que criei para vocês descansarem." E assim, o grupo pode continuar a viagem, pela difícil estrada, em direção à terra dos tesouros." Explanação Depois de contar a parábola, Sakyamuni explicou o significado. Ele disse que o guia representa o Buda. O Buda orienta as pessoas que trilham os maus caminhos da vida, para que elas possam atingir a iluminação. Se as pessoas ouvissem apenas o ensino do supremo veículo (o Estado, ou Caminho, ou Veículo da Budicidade --- veja, neste site a respeito da Filosofia e Princípios Básicos do Budismo) iriam pensar: " O caminho para o Estado de Buda é muito distante. Teremos que nos esforçar dolorosamente, por longo tempo, a fim de conseguí-lo". O Buda Sakyamuni entendia as pessoas e procura dar-lhes descanso durante o caminho. Portanto, neste capítulo sétimo, Sakyamuni define o castelo encantado como um meio (um expediente) para conduzir as pessoas à terra do tesouro (Estado de Buda), onde podem gozar felicidade absoluta. Ou seja, o castelo encantado representa os ensinos dos três veículos (Estados de Erudição, de Absorção e de Bodhisattva). Para os discípulos de Sakyamuni, o Buda expôs os ensinos dos três veículos como trampolim para ajudá-los a avançar ao destino final. Nitiren Daishonin interpreta esta parábola sob um ponto de vista mais profundo. no Ongui Kuden (Registros dos Ensinos Orais), ele revela o princípio de que o castelo encantado representa as nossas vidas como mortais comuns. A terra do tesouro representa o Estado de Buda. Ou seja, as nossas vidas contêm o Estado de Buda. Nós somos seres transitórios ou mortais, que sempre sofrem com os desejos mundanos ou se acomodam com satisfações passageiras e voláteis desses desejos, voltando a sofrer. Entretanto, Daishonin inscreveu o Gohonzon para mostrar o princípio da transformação do castelo encantado numa terra do tesouro, sem que precisemos ir a nenhum outro lugar senão dentro de nós próprios. Quando fazemos nossa prática, recitando Daimoku ao Gohonzon, nós nos manifestamos como entidades do Estado de Buda. Então, a nossa residência, não importando onde esteja, transforma-se instantaneamente e simultaneamente em nossa própria terra do tesouro. Para isso, precisamos, também, exercitar, com benevolência e sabedoria, a prática de semear o Sutra de Lótus, adubando, irrigando e cuidando, com carinho e devoção, da semente do Estado de Buda que existe na vida de todas as pessoas destes nossos dias. Neste capítulo sétimo, Sakyamuni também esclarecesse que a relação entre o mestre e o discípulo não se limita a uma vida, mas continua por toda a eternidade. Sakyamuni afirma : "Existência após existência eles sempre nasceram juntos com os seus mestres, nas terras dos Budas, em todo o universo." Não foi por simples acaso que nós nascemos neste mundo e conhecemos o Budismo de Nitiren Daishonin, praticando sob a orientação de nosso Mestre, Daisaku Ikeda. O mestre e o discípulo sempre nasceram no mesmo mundo, para praticarem juntos, para propagarem juntos o Sutra de Lótus e para, juntos, conduzirem as pessoas à felicidade e à sabedoria absolutas do Estado de Buda. Preciosa Colaboração de Márcio Barros As Mais Belas Histórias Budistas -

sábado, 9 de março de 2013

A árvore generosa (Shel Silvertein, adapt. Fernando Sabino)


Era uma vez uma Árvore que amava um Menino. Todos os dias, o Menino vinha e juntava suas folhas. E com elas fazia coroas de rei. E com a Árvore, brincava de rei da floresta. Subia em seu grosso tronco, balançava-se em seus galhos! Comia seus frutos. E quando ficava cansado, o Menino repousava à sua sombra fresquinha. O Menino amava a Árvore profundamente. E a Árvore era feliz! Mas o tempo passou e o Menino cresceu! Um dia, o Menino veio e a Árvore disse: - Menino, venha subir no meu tronco, balançar-se nos meus galhos, repousar à minha sombra e ser feliz! - Estou grande demais para brincar. – o Menino respondeu – Quero comprar muitas coisas. Você tem algum dinheiro que possa me oferecer? - Sinto muito, – disse a Árvore – eu não tenho dinheiro. Mas leve os frutos, Menino. Vá vendê-los na cidade, Então terá o dinheiro e você será feliz! E assim o Menino subiu pelo tronco, colheu os frutos e levou-os embora. E a Árvore ficou feliz! Mas o Menino sumiu por muito tempo, e a Árvore ficou tristonha outra vez. Um dia, o Menino veio e a Árvore estremeceu, tamanha a sua alegria, e disse: - Venha, Menino, venha subir no meu tronco, balançar-se nos meus galhos e ser feliz! - Estou muito ocupado pra subir em Árvores – disse o menino -. Eu quero uma esposa, eu quero ter filhos, pra isso é preciso que eu tenha uma casa. Você tem uma casa pra me oferecer? - Eu não tenho casa, – a Árvore disse – mas corte meus galhos, faça a sua casa e seja feliz. O Menino depressa cortou os galhos da Árvore e levou-os embora pra fazer uma casa. E a Árvore ficou feliz! O Menino ficou longe por um longo, longo tempo, e no dia que voltou, a Árvore ficou alegre, de uma alegria tamanha que mal podia falar: - Venha, venha, meu Menino, – sussurrou – venha brincar! - Estou velho para brincar, – disse o Menino – e estou também muito triste. Eu quero um barco ligeiro que me leve pra bem longe. Você tem algum barquinho que possa me oferecer? - Corte meu tronco e faça seu barco. – a Árvore disse – Viaje pra longe e seja feliz! O Menino cortou o tronco, fez um barco e viajou. E a Árvore ficou feliz, mas não muito! Muito tempo depois, o Menino voltou: - Desculpe Menino, – a Árvore disse – não tenho mais nada pra te oferecer. Os frutos já se foram. - Meus dentes são fracos demais pra frutos – falou o Menino. - Já se foram os galhos para você balançar – a Árvore disse. - Já não tenho idade pra me balançar – falou o menino. - Não tenho mais tronco pra você subir – a Árvore disse. - Estou muito cansado e já não sei subir – falou o Menino. - Eu bem que gostaria de ter qualquer coisa pra lhe oferecer – suspirou a Árvore -, mas nada me resta e eu sou apenas um toco sem graça. Desculpe… - Já não quero muita coisa – disse o Menino -, só um lugar sossegado onde possa me sentar, pois estou muito cansado. - Pois bem – respondeu a Árvore, enchendo-se de alegria. – Eu sou apenas um toco, mas um toco é muito útil pra sentar e descansar. Venha Menino, depressa, sente-se em mim e descanse. Foi o que o Menino fez. E a Árvore ficou feliz! “A Amizade é um sentimento que se leva para sempre.”

quarta-feira, 6 de março de 2013

A casa.


Certo dia, a solidão bateu à porta de um grande sábio. Ele convidou-a para entrar. Pouco depois, ela saiu decepcionada. Havia descoberto que não podia capturar aquele ser bondoso, pois ele nunca estava sozinho: estava sempre acompanhado pelo amor de Deus. De outra feita, a ilusão também bateu à porta daquele sábio. Ele, amorosamente, convidou-a a entrar em sua humilde morada. Logo depois, ela saiu correndo e gritando que estava cega. O coração do sábio era tão luminoso de amor que havia ofuscado a própria ilusão. Em um outro dia, apareceu a tristeza. Antes mesmo que ela batesse à porta, o sábio assomou a cabeça pela janela e dirigiu-lhe um sorriso enternecedor. A tristeza recuou, disse que era engano e foi bater em alguma outra porta que não fosse tão luminosa. A fama do sábio foi crescendo e a cada dia novos visitantes chegavam, objetivando conquistá-lo em nome da tentação. Em um dia era o desespero, no outro a impaciência. Depois vieram a mentira, o ódio, a culpa e o engano. Pura perda de tempo: o sábio convidava todos a entrar e eles saíam decepcionados com o equilíbrio daquela alma bondosa. Porém, um dia a morte bateu à sua porta. Ele convidou-a a entrar. Os seus discípulos esperavam que ela saísse correndo a qualquer momento, ofuscada pelo amor do mestre. Entretanto, tal não aconteceu. O tempo foi passando e nem ela nem o sábio apareciam. Os discípulos, cheios de receio, penetraram a humilde casa e encontraram o cadáver de seu mestre estirado no chão. Começaram a chorar ao ver que o querido mestre havia partido com a morte. Na mesma hora, entraram na casa a ilusão, a solidão e todos os outros servos da ignorância que nunca haviam conseguido permanecer anteriormente naquele recinto. A tristeza dos discípulos havia aberto a porta e os mantinha lá dentro. Moral da história: “Entram em nossa morada aqueles a quem convidamos, mas só permanecem conosco aqueles que encontram ambiente propício para se estabelecerem.”

terça-feira, 5 de março de 2013

Proteja-se. Ligue-se À Meditação.


Em nossas andanças pela vida , no nosso trabalho, diário, aprendemos tanto quanto se tivéssemos lido centenas de livros. Além disso, contamos com o poder da intuição, que é uma faculdade de ensinamentos profundos e de grande validade. Mai uma vez, portanto chegamos a uma conclusão pela prática. Compreendemos que nem sempre devemos ir a determinados lugares apenas para que sejamos agradáveis a alguém. Devemos sim, ir para onde somos atraídos pela nossa intuição, que é como um sensor. Você já ouviu falar em poluição mental? Não? Bem como é algo invisível, se não estivermos afinados como nossa intuição, acabamos à mercê de pessoas incrédulas que encaram isso como grande bobagem. No entanto você já notou como se sente bem em alguns ambientes enquanto em outros fica pouco à vontade? É que em certos lugares existe uma espécie de poluição invisível, que você não vê mas sente. Devemos dar preferências a lugares abertos, ou reuniões ondem estejam pessoas que não sintamos ligados por afinidade. Procure ficar ligado por intuição a pessoas que tenham o mesmo pensamento que você , e não ficar perto de pessoas que vivem reclamando da vida, esta está sujeita a te envolver em negatividade, e com isso lhe prejudica a sua vida também. Tenha em mente sempre que a escuridão persegue a luz. Você é a luz que sempre será perseguida por estas pessoas negativas , mas se afaste sem que ela perceba. Sua luz é sua Vida. de Ruth para "Vidas e Sonhos".

segunda-feira, 4 de março de 2013

Sinceridade tem limite.


A sinceridade é uma qualidade das pessoas honestas e éticas. Quem disser o contrário pode estar sendo tudo, menos sincero… Mas há diferenças entre sinceridade e rudeza. Ser sincero de verdade é agir com lisura e respeito. Já ser sincero com rudeza é desrespeitar o próximo. Há pessoas que são ferinas alegando ser sinceras. A verdade não existe para humilhar ninguém e sim para construir. Há formas e “formas” de ser sincero. Existe sempre um jeito de ser sincero sem destruir, e isso faz parte da arte do bom interrelacionamento pessoal. Sendo mais clara: é a educação pessoal ou o jeito de trabalhar as palavras que separa o joio e o trigo, o sincero e o rude, o sensato e o ignorante. Uma regrinha para um bom convívio pessoal é usar de sinceridade e também guardar uma certa reserva. É necessário saber dosar o que falamos para não magoar as pessoas. É claro que podemos e devemos ter nossa opinião sobre vários temas e pessoas. Mas, ao emitir essa opinião com sinceridade, convém ter educação, equilíbrio e discrição. Ninguém precisa escancarar sua vida como se fosse um “livro aberto”. Nem exigir que os outros façam o mesmo. Já pensou se todos falassem tudo o que pensam? As pessoas se entenderiam menos ainda… Não pense o leitor que estou pregando a dissimulação ou a hipocrisia. Não! Mas se ninguém é igual a ninguém a diversidade de pensamentos é uma realidade. O que não significa que devemos nos levar pela intolerância. Ao contrário. Quem quiser ter sua opinião respeitada precisa respeitar a do outro. E isso não implica em concordar ou discordar dos outros, mas dar limite às nossas falas. Às vezes, guardar a palavra é um preceito bíblico muito pouco observado. Então, se você tinha dúvida, já sabe: a sinceridade não está só no conteúdo do que falamos, mas também na forma. Uma pessoa que usa da sinceridade bruta pode até acertar no conteúdo. Mas peca feio na forma e na intenção. Age com uma sinceridade maldosa, embora o termo pareça contraditório. Faria melhor se fechasse a boca. Antes de dizer uma verdade, ainda mais quando ela parece dura ou dolorosa, se coloque no lugar da pessoa que vai ouvi-la. Avalie como ela a receberá e formule sua fala de um jeito que não a machuque. Ou, então, que a machuque o menos possível. É sempre possível ser sincero com delicadeza. Lembre-se: muita gente já se arrependeu por ter falado coisas sinceras sem pensar. E o que sai de errado da boca do homem geralmente termina em confusão. Maria Helena Brito Izzo, terapeuta clínica e familiar. Texto retirado da Revista Família Cristã.

domingo, 3 de março de 2013

A lenda do monge e do escorpião.


Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio. Foi então a margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou. Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados. "Mestre, deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!" O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu: "Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha." Esta parábola nos faz refletir a forma de melhor compreender e aceitar as pessoas com que nos relacionamos. Não podemos e nem temos o direito de mudar o outro, mas podemos melhorar nossas próprias reações e atitudes, sabendo que cada um dá o que tem e o que pode. Devemos fazer a nossa parte com muito amor e respeito ao próximo. Cada qual conforme sua natureza, e não conforme a do outro.

sábado, 2 de março de 2013

O BOM SAMARITANO.


Nem todas as lendas urbanas são assustadoras ou trágicas. Há algumas poucas versões com finais felizes. Uma das mais famosas mundialmente é a do bom samaritano. Apesar das variações que ganhou, a mais conhecida é sobre o motorista que para numa estrada para ajudar um outro motorista que está com o pneu do seu carro furado. O homem fica tão agradecido que pede o endereço do bom samaritano para enviar-lhe um agradecimento. Dias depois, chega pelo correio a carta com o agradecimento prometido, só que junto com ela vem também um cheque de, no mínimo, US$ 10 mil assinado por alguma celebridade. Dependendo do autor da versão da lenda urbana o signatário do cheque varia de Bill Gates a Donald Trump. Mas há também a versão pessimista em que o bom samaritano ao parar para ajudar uma sexy garota não sabe que na verdade ela é uma serial killer.

***A Esfera***


"Quais meios os seres de outras dimensões, galaxias e também do sobrenatural utilizam para visitar nosso mundo? Poderiam alguns seres com conhecimentos superiores ou mesmo visitantes do além utilizarem formas de "luz" para "navegar" em nosso mundo, justificando dessa forma os inúmeros avistamentos de naves luminosas e de estranhas "bolas de luz" que ocorrem em diversas partes do mundo?" O Relato a seguir descreve um desses estranhos avistamentos! ================================================================================= Este relato aconteceu comigo, mas não tenho explicação lógica, até... quando comecei a assistir na Tv a cabo, um programa chamado, "Minha História de Fantasmas", e hoje consigo até imaginar o que possa ser. Foi assim... Uma noite eu estava na sala assistindo tv e meu marido no banheiro tomando banho, quando ele me chamou, havia esquecido de pegar a toalha do varal lá fora da casa. Pois bem, levantei e um impulso pois não queria perder nada do programa que estava vendo na TV. Abri a porta dos fundos da casa e acendi a luz. Quando fui me aproximando rápido do varal percebi que tinha ao lado do carro do meu marido, uma esfera transparente se movendo. Parei e fiquei olhando aquilo se mover. Aquilo veio se aproximando de mim e passou ao meu lado na altura da minha cintura. Ela era redonda e tinha movimentos circulares e era bem transparente, pois dava para ver por ela. Fiquei paralisada vendo aquilo até que ela sumiu na parte escura da garagem. Olhei ao meu redor para ver se não tinha mais, e nada apareceu, peguei a toalha e voltei para dentro de casa. Passei algum tempo pensando o que poderia ser aquilo. Depois de meses comecei a assistir os programas onde pessoas relatam coisas sobrenaturais que vivenciaram e provam com vídeos e fotos. E quando são fotos os registros de algo sobrenatural, o sobrenatural quase sempre está em forma de esferas de luz pairando no ar. Agora sei que aquela esfera era um espírito. Não estava iluminada por causa da luz que acendi, mas que deu para ver bem, que era transparente. Não senti medo algum. Acho que ao sair de casa no impulso e acender a luz aquilo não conseguiu "correr ou sair" ao perceber que alguém se aproximava, por isso consegui vê-lo. Foi uma experiência interessante! Com essa experiência, e lendo tudo que leio aqui neste site, vejo que nem sempre o sobrenatural pode apresenta-se em forma de vultos, ou mesmo em forma de pessoas. Podem também apresentar-se como aquela esfera! Acho que nosso mundo está inteiramente ligado com o mundo do sobrenatural, e inclusive dividimos o mesmo espaço, só que a maioria do tempo não conseguimos ve-los. Só alguns que presenciam algo, em algum lugar, de vez em quando. ================================================================================= Visitantes do além e criaturas de outras dimensões estão presentes em nosso mundo, mas nem sempre com a mesma aparência. A Luz pode ser um de seus meios de transporte, como descrito neste relato e no indicado a seguir: •A Bola de Luz! www.alemdaimaginacao.com Adriane - Curitiba - PR - Brasil
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