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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Confiando na Alegria "Contos sobre Buda,".


No tempo do Buda vivia uma velha mendiga chamada Confiando na Alegria. Ela observava os reis, príncipes e o povo em geral fazendo oferendas ao Buda e a seus discípulos, e não havia nada que quisesse mais do que poder fazer o mesmo. Saiu então pedindo esmolas, mas, no fim do dia não havia conseguido mais do que uma moedinha. Levou a moedinha ao mercado para tentar trocá-la por algum óleo, mas o vendedor lhe disse que aquilo não dava para comprar nada. Mas quando o vendedor soube que ela queria fazer uma oferenda ao Buda, cheio de pena, deu-lhe o óleo. A mendiga foi para o mosteiro e acendeu a lâmpada. Colocou-a diante do Buda e fez o seguinte pedido: “ nada tenho a oferecer senão esta pequena lâmpada. Mas, com esta oferenda, possa eu no futuro ser abençoada com a Lâmpada da Sabedoria. Possa eu libertar todos os seres das suas trevas, purificar todos os seus obscurecimentos e levá-los à Iluminação”. Durante a noite, o óleo de todas as lâmpadas havia acabado, mas a lâmpada da mendiga ainda queimava na alvorada, quando um discípulo chegou para recolher as lâmpadas. Ao ver aquela única lâmpada ainda brilhando, cheia de óleo e com pavio novo, pensou: “Não há razão para que essa lâmpada continue ainda queimando durante o dia” e tentou apagar a chama com os dedos, mas foi inútil. Tentou abafá-la com suas vestes, mas ela ainda ardia. O Buda, que o observava há algum tempo, disse: — Maudgalyayana: você quer apagar essa lâmpada? Não vai conseguir. Não conseguiria nem movê-la daí, que dirá apagá-la. Se jogasse nela toda a água dos oceanos, ainda assim não adiantaria. A água de todos os rios e lagos do mundo não poderia extinguir esta chama. - Por que não? - Perguntou o discípulo de Buda. - Porque ela foi oferecida com devoção e com pureza de coração e de mente. Essa motivação produziu um enorme benefício. Quando o Buda terminou de falar, a mendiga se aproximou e ele profetizou que no futuro ela se tornaria um Perfeito Buda e seria conhecido como Luz da Lâmpada.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Buda e a Flor de Lotus. "Contos de Buda".


Buda reuniu seus discípulos, e mostrou uma flor de lótus - símbolo da pureza, porque cresce imaculada em águas pantanosas. - Quero que me digam algo sobre isto que tenho nas mãos - perguntou Buda. O primeiro fez um verdadeiro tratado sobre a importância das flores. O segundo compôs uma linda poesia sobre suas pétalas. O terceiro inventou uma parábola usando a flor como exemplo. Chegou a vez de Mahakashyao. Este aproximou-se de Buda, cheirou a flor, e acariciou seu rosto com uma das pétalas. - É uma flor de lótus - disse Mahakashyao. Simples e bela. - Você foi o único que viu o que eu tinha nas mãos - disse Buda.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Apego . Contos de Samurai


Um dia morreu o guardião de um mosteiro Zen. Para descobrir quem seria a nova sentinela, o mestre convocou os discípulos e disse: - O primeiro que conseguir resolver o problema que eu vou apresentar assumirá o posto. Então numa mesa que estava no centro a sala colocou um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza. E disse apenas: - Aqui está o problema! Todos ficaram olhando a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro! O que representaria? O que fazer? Qual o enigma? De repente um dos discípulos saca da espada, olha para o mestre, dirigi-se para o centro da sala e... Zazzz! Com um só golpe destruiu tudo. - Você é o novo guardião. Não importa que o problema seja algo lindíssimo. Se for um problema, precisa ser eliminado

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Inferioridade, " Contos de Samurai"


Um samurai, conhecido por todos pela sua nobreza e honestidade, veio visitar um monge Zen em busca de conselhos. Entretanto, assim que entrou no templo onde o mestre rezava, sentiu-se inferior, e concluiu que, apesar de toda a sua vida ter lutado por justiça e paz, não tinha sequer chegado perto ao estado de graça do homem que tinha à sua frente. - Por que razão me estou a sentir tão inferior a si? Já enfrentei a morte muitas vezes, defendi os mais fracos, sei que não tenho nada do que me envergonhar. Entretanto, ao vê-lo meditar, senti que a minha vida não tem a menor importância. - Espere. Assim que eu tiver atendido todos os que me procurarem hoje, eu dou-te a resposta. Durante o resto do dia o samurai ficou sentado no jardim do templo, a olhar para as pessoas que entraram e saíram à procura de conselhos. Viu como o monge atendia a todos com a mesma paciência e com o mesmo sorriso luminoso no seu rosto. Mas o seu estado de ânimo ficava cada vez pior, pois tinha nascido para agir, não para esperar. De noite, quando todos já tinham partido, ele insistiu: - Agora podes-me ensinar? O mestre pediu que entrasse, e conduziu-o até o seu quarto. A lua cheia brilhava no céu, e todo o ambiente inspirava uma profunda tranquilidade. - Estás a ver esta lua, como ela é linda? Ela vai cruzar todo o firmamento, e amanhã o sol tornará de novo a brilhar. Só que a luz do sol é muito mais forte, e consegue mostrar os detalhes da paisagem que temos à nossa frente: árvores, montanhas, nuvens. Tenho contemplado os dois durante anos, e nunca escutei a lua a dizer: por que não tenho o mesmo brilho do sol? Será que sou inferior a ele? - Claro que não - respondeu o samurai. - Lua e sol são coisas diferentes, e cada um tem sua própria beleza. Não podemos comparar os dois. - Então, tu sabes a resposta. Somos duas pessoas diferentes, cada qual a lutar à sua maneira por aquilo que acredita, e a fazer o possível para tornar este mundo melhor; o resto são apenas aparências.

sábado, 13 de abril de 2013

Quando tudo termina.


Quando os sonhos deixam de ser sonhos, e ficam perdidos no passado. No início a dor é forte, os dias parecem longos, as noites são frias, você se deita e seus olhos ficam fixos no teto, como querendo ver nele o tempo vivido e a felicidade que parecia eterna, e caí na realidade e só resta mesmo a saudade,agora a vida estava vazia, e levanta para não mais pensar, e resolve sair um pouco, na rua você busca num rosto estranho o que desejaria ver o rosto do seu amado, mas não encontra,você conhece todos os detalhes, umas pequenas rugas, mas que tanto adorava. Resolve então voltar para casa e ficar na sua solidão, somente as marcas de um passado não tão distante ficaram presente nas paredes ainda escuta a sua voz a lhe chamar de "Amor". Ah! que saudades, suas lágrimas brotam em seus olhos neste momento de recordação, e você torna a ir deitar e esperar o sono, para passar mais essa noite e deixar de pensar, e esperar o tempo que tudo apaga, até a infelicidade de um sonho fracassado e perdido. de Ruth para " Vidas e Sonhos".

sábado, 6 de abril de 2013

O Monge e o Escorpião na Ponte. " contos de Samurai".


Um monge cruzava uma ponte na qual mal se conseguia equilibrar. Embora seus passos fossem curtos e lentos, a ponte cada vez baloiçava mais. Nisto um escorpião, escondido na ponte, começou a subir pela sua mão. Continuou lentamente pelo braço até alcançar-lhe o ombro . O monge gelado de medo parou a sua caminhada. Antes de entrar em pânico lembrou-se de respirar fundo e acalmar a mente. O escorpião não se mexeu e, como numa providência divina, uma rajada de vento fe-los balançar violentamente e o escorpião caiu pelo abismo. Feliz , o monge agradeceu ao vento e seguiu sua caminhada.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Renascer para a Felicidade!


Quem poderia imaginar, que a pessoa que viveu muitos anos acorrentada a uma vida não escolhida e sim o que lhe proporcionou nuns momentos dificeis, e que com o passar dos anos o tempo foi despontando novos horizontes, e com isso seus pensamentos foram mudando e renasceram novas esperanças de dias melhores, e nesta busca incessante apareceu alguém que lhe estendeu a mão e lhe mostrou o outro lado que não conhecia, até agora seriam só sonhos, mas que poderiam tornar-se realidade. Foi quando se viu num caminho diferente do que estava acostumada a trilhar, no momento parou e pensou consigo mesmo;" Será que seria para seu bem!, ou estaria sendo enganada, mas também se fosse assim, seria bom da mesma forma, se olhasse para atrás veria que a vida pouco lhe ofereceu de bom, e viver de sonhos nesta altura, já passaria uns momentos de felicidade. E foi seguindo outro caminho , agora só via no ar um perfume que parecia uma estrada desconhecida, mas a cada passo seria caminho de flores , os espinhos que percorrera , já nem lembrava mais, ficara no esquecimento. E até hoje este caminho ainda existe nos meus pensamentos. Muito bom sentir o raiar do dia com um sorriso nos lábios, a esperança de viver intensamente a cada momento, é como se os dias fossem sempre floridos e a felicidade me envolvendo cada vez mais. É preciso sempre procurar ser feliz! Se a sua vida não está como gostaria que estivesse, lembre sempre a vida é curta e para sermos felizes é preciso procurar a Felicidade! As vezes está tão perto de nós e não a percebemos. De Ruth para " Vidas e Sonhos"
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