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domingo, 24 de novembro de 2013

O Senhor Palha.


O Sr. Palha era um homem sozinho, não tinha casa, nem mulher, nem filhos. Era tão pobre que só tinha roupa que trazia vestida. Mal tinha o que comer e era tão magro como um fiapo de palha. Era por isso as pessoas chamavam-lhe Sr. Palha. Todos os dia o Sr. Palha ia rezar ao templo. Pedia melhor sorte à Deusa da Fortuna, até que um dia ouviu uma voz sussurrar “a primeira coisa que tocares quando saíres do templo vai trazer-te grande fortuna”. Assustado, olhou em volta mas viu que o templo estava vazio. Pensou se estaria louco, ouvindo vozes ... e concluío que tinha sonhado. Mas mesmo assim, com alguma esperança, resolveu correr para a rua. Nisto tropeçou e rebolou pelos degraus do tempo até à rua. Quando se ia a levantar reparou que tinha um fiapo de palha na mão e ao lembrar-se da voz que ouvira, mesmo pensando que não valia nada resolveu guarda-lo. E lá seguiu caminho segurando o seu fiapo de palha. Pouco depois apareceu uma libélula zumbindo à volta da sua cabeça. Tentou espantá-la, mas não adiantou. A libélula continuava à volta dele. Então pensão "está bem, se não queres ir embora então fica comigo". Apanhou a libélula, amarrou o fiapo de palha ao rabo dela e continuou a descer a rua. A caminho do mercado, encontrou uma florista com o filhinho. Vinham de muito longe. O menino estava cansado, suado e todo empoeirado, mas quando viu a libélula zumbindo amarrada no fiapo de palha, seu rostinho se animou: - Mãe, me dá uma libélula? por favor! Assim o Sr Palha, com pena do menino, deu-lhe a libélula no fiapo - É muita bondade sua! - disse a florista - Não tenho nada para lhe dar em troca além de uma rosa. O Senhor Palha agradeceu e continuou seu caminho, levando a rosa. Andou mais um pouco e viu um jovem sentado num toco de árvore, segurando a cabeça entre as mãos. Parecia tão infeliz que o Sr Palha lhe perguntou o que havia acontecido. - Vou pedir a mão da minha namorada em casamento hoje à noite, mas sou tão pobre que não tenho nada para lhe oferecer - Também sou pobre. Não tenho nada de valor, mas se quiseres podes dar-lhe esta rosa. O rapaz sorriu alegre ao ver esplêndida rosa. - Fique com estas três laranjas, por favor. É só o que posso dar em troca. O Sr Palha continuou, levando as três suculentas laranjas. A seguir encontrou um mascate, ofegante: - Estou puxando a carrocinha desde manhã. Estou com tanta sede que acho que vou desmaiar. - Acho que não há nenhum poço por aqui, mas podes ficar com estas três laranjas. O mascate ficou tão agradecido que ofereceu um rolo da mais fina seda ao Sr Palha. - O senhor é muito bondoso. Por favor, aceite esta seda em troca. E mais uma vez o Sr Palha seguiu pela rua, como o rolo de seda debaixo do braço. Ao fim de dez passos viu passar uma princesa numa carruagem. A princesa tinha um ar preocupado, mas alegrou-se ao ver o Sr Palha - Onde arranjou essa seda? É justamente o que estava à procura. Hoje é o aniversário do meu pai e quero dar-lhe um quimono real. - Já que é aniversário dele, tenho prazer de lhe dar esta seda. - O senhor é muito generoso - disse a princesa sorrindo - Por favor aceite esta jóia em troca. A carruagem se afastou, deixando o Senhor Palha segurando uma jóia de inestimável valor brilhando à luz do sol. Levou a jóia ao mercado, vendeu-a e com o dinheiro comprou uma plantação de arroz. Trabalhou muito, arou, semeou e colheu. Todos os anos a plantação produzia mais arroz. Em pouco tempo o Sr Palha ficou rico. Mas sempre ofereceu arroz aos que tinham fome e ajudava a todos que o procuravam. Muitos diziam que sua sorte tinha começado com um fiapo de palha. Mas não terá sido com a generosidade?

Amigos Árabes.


Conta uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto certo dia discutiram. Um deles esbofeteou outro, que ofendido e sem nada dizer escreveu na areia "Hoje, meu melhor amigo me bateu no rosto". Mais tarde fizeram as pazes e seguiram viagem. Ao chegar a um oásis resolveram tomar banho. O que havia sido esbofeteado começou a afogar-se, mas o amigo salvou-o. Quando recuperou escreveu numa pedra "Hoje meu melhor amigo salvou-me a vida". Intrigado, o amigo perguntou: - Por que depois que te bati, você escreveu na areia e agora escreveu na pedra? Sorrindo, o outro amigo respondeu: - Quando um grande amigo nos ofende, deveremos escrever na areia, onde o vento do esquecimento e do perdão se encarregam de apagar. Porém quando nos faz algo grandioso, deveremos gravar na pedra da memória do coração, onde vento nenhum do mundo poderá apagar!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Triste desilusão.


Triste, quando você conhece pela Internet uma pessoa que parece se identificar com seu jeito carinhoso de ser,e vai criando uma afinidade, que não sabe se é amizade ou amor. Mas sente falta quando ele não aparece, e quando está pressente seus olhos brilham de felicidade, as palavras escritas faz você ficar extasiadas de emoção,elas envolvem de uma tal forma que a sua carência em que vive , fica pequena diante daquele amor ali presente. O tempo passa, e sente que um dia o sonho de encontrar pessoalmente, é tudo que quer na vida. O tempo passa. Um dia chega o momento do encontro. Ele vem, lhe abraça como você fosse a mulher da sua vida.está ali diante dos seus olhos o momento tão esperado, não lhe importava o seu físico, o que importava era seu coração. e acreditava tudo que falava. Era um sonho realizado "Pensava você com a sua inocência" E não passava pelos seus pensamentos que aquilo era tudo falso, o amor era só seu, na realidade estava ali de frente com um aproveitador de pessoas carentes, "Um Lobo em forma de um Cordeiro".Mas só deu por conta quando ele se foi, que ele deixou a máscara cair, quando percebeu que levou coisas que para você eram muito valiosas, e como recuperar se ele era do Exterior. Mas ficou uma grande mágoa dentro de você. E hoje em dia nunca mais acreditará em ninguém que seja da Internet. Ali todos são iguais, uns aproveitadores de uma Mulher Carente. De Ruth para " Vidas e Sonhos "

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Como manter um amor?


Uma mãe e a sua filha estavam a caminhar pela praia. Num certo ponto, a menina disse: - Como se faz para manter um amor? A mãe olhou para a filha e respondeu: - Pega um pouco de areia e fecha a mão com força... A menina assim fez e reparou que quanto mais forte apertava a areia com a mão com mais velocidade a areia escapava. - Mamãe, mas assim a areia cai!!! - Eu sei, agora abre completamente a mão... A menina assim fez mas veio um vento forte e levou consigo a areia que restava na sua mão. - Assim também não consigo mantê-la na minha mão! A mãe, sempre a sorrir disse-lhe: - Agora pega outra vez um pouco de areia e mantém-na na mão semi aberta como se fosse uma colher... bastante fechada para protegê-la e bastante aberta para lhe dar liberdade. A menina experimenta e vê que a areia não escapa da mão e está protegida do vento. - É assim que se faz durar um amor...

sábado, 2 de novembro de 2013

O COQUEIRO DO DIABO .


"Poderia uma frase pronunciada evocando o mal atrair uma presença diabólica para o nosso mundo atendendo à esse chamado?" O Relato a seguir mostra que isso pode acontecer! ================================================================================= Oi meu nome é Cristiane Fraga sou de São Roque no interior do estado de São Paulo. Adoro a página de vocês. Bem, essa estória não aconteceu comigo, mas com o meu pai, que por sinal é um ótimo contador delas, pois nos deixam arrepiados quando nos conta. Quando o meu pai era criança, quando tinha mais ou menos 11 anos, ele morava no sítio que ainda moramos, só que numa casinha simples de barro. O sítio tem o seu relevo bem acidentado, cheio de "sobe e desce", a casa ficava onde hoje é a casa de alvenaria do meu vô. Naquela época se construía as casas nas partes mais baixas da propriedade, por causa do desnível facilitava o caminho da água que era e ainda é de mina. Naquela tarde tudo correu normalmente, eles trabalhavam na lavoura, e depois de um dia cansativo tomaram banho de rio, e minha vó foi arrumar a janta. Nessa época ainda não tinham energia elétrica e muito menos tv, costumavam dormir cedo e naquele dia não foi diferente. Já estavam dormindo a algum tempo quando todos ouviram um grito horrível vindo de uma baixada que fica na divisa na parte de trás do sítio. Um grito que gelou até a alma deles. Meu pai e meu tio (meu pai tinha 11 anos e meu tio 12) ficaram bem quietos embaixo das cobertas, mas não ouviram mais, foi só uma vez. Aí eu fico imaginando o eco que aquele grito produziu, pois a divisa não é tão perto de onde ficava a casa, e como deve ter sido aterrorizante, meu pai disse que não havia nenhum animal que pudesse proferir um grito daquele, e que se houvesse certamente alguém já teria ouvido, pois a vida toda moramos "no mato", e quem esta acostumado a esse ambiente sabe muito bem cada ruido da mata. Eles ficaram com medo, mas posso assegurar que menos que a tia dele, eu já conto o porque. No dia seguinte o meu tio perguntou pra minha vó se ela tinha ouvido também o grito de madrugada, e ela confirmou e disse que devia ser algum bicho, na intenção de não amedrontar as crianças, meu vô também ouviu. Quando foi mais a tardinha a tia do meu pai que morava num sítio que fica na divisa de trás do nosso chegou na casa da minha vó, era costumeiro os vizinhos se visitarem com frequência, principalmente parentes. Ela chegou normalmente como sempre pra conversar com minha vó e os primos para brincarem com meu pai e meu tio. Quando as crianças estavam brincando no "terreiro", (quintal) ela disse pra minha vó. --- Fiz uma besteira ontem. --- O que você fez? - perguntou minha vó. --- Desafiei o diabo sem saber. --- Credo! Como assim? --- O Virso (assim era o apelido de um de seus filhos, o mais velho) fica comprando pinga no alambique do Mimo (um alambique que tinha na beira da estrada) quando vem do serviço e chega em casa bêbado todo dia. Aí eu fui lá e conversei com o Mimo pra não vender mais pinga pra ele, mas não era pra contar que fui eu quem pediu, que inventasse alguma desculpa. Mas quando ele chegou a tarde, já veio quase me batendo, porque que eu tinha ido lá falar pro homem não vender mais pinga pra ele, que eu não tinha que se meter na vida dele, que ele pagava com o seu dinheiro. Aí o João (irmão da minha vó) deu razão pra ele e também começou a brigar comigo. Nisso eu disse, "quero que o diabo venha me buscar se eu fui lá falar alguma coisa pra ele". Aí os dois ficaram quietos. Não devia ter falado aquilo, porque quando foi de madrugada todo mundo já esta dormindo quando agente acordou com o barulho de vento. Levantamos e fui pra cozinha, quando vi pelo vitrô uma ventania que vinha quebrando galho de árvore, mato e tudo que estava no seu caminho, um berreiro de cabra e cheiro de bode, quando percebi que era o diabo vindo me buscar. Então caí de joelho no chão e comecei a implorar a Deus que me salvasse, e que estava arrependida do que tinha falado. Então o vento e o barulho de cabra deu três voltas na casa e desceu morro abaixo. Juro que nunca mais faço isso de novo. E o pior que ela fez, mais essa é outra estória. Quando ela terminou de contar minha vó falou: --- e você acredita que ontem de madrugada todo mundo ouviu um grito no mato, coisa de outro mundo mesmo? Agora sei o que foi. Ficaram as duas em silêncio por um tempo. A tia do meu pai foi embora,e minha vó contou o que ouviu dela pro meu vô, pro meu pai e meu tio. Eles eram crianças e encararam aquilo como mais uma estória, mas hoje a gente sabe o peso disso. Mesmo sem saber da estória nunca gostei daquela parte do sítio, e depois de saber, menos ainda. Tem um coqueiro que nasceu lá, que eu nomeei de "Coqueiro do Diabo", porque foi dali que ele saiu pra ir buscar a "Dune" (apelido da tia do meu pai), e até hoje não gosto nem de passar perto daquele lugar, que mesmo de dia parece escuro, por ser uma parte de baixada e cheio de arvores grande e velhas, sem contar no coqueiro com aparência de seco olhando pra você. www.alemdaimaginacao.com Cristiane Fraga São Roque - SP - Brasil

O Náufrago.


Após um naufrágio, o único sobrevivente agradeceu a Deus por estar vivo. E este único sobrevivente foi parar numa ilha deserta e fora de qualquer rota de navegação. E ele agradeceu novamente. Com muita dificuldade e os restos dos destroços, ele conseguiu montar um pequeno abrigo para que pudesse se proteger do sol, da chuva e de animais. O tempo foi passando e a cada alimento que conseguia, ele agradecia. Um dia, voltando depois de caçar e pescar viu que seu abrigo estava em chamas, envolto em altas nuvens de fumaça. Desesperado, ele se revoltou e gritava chorando: “O pior aconteceu! Perdi tudo. Deus por que fez isso comigo?” Chorou tanto que adormeceu profundamente, cansado. No dia seguinte, bem cedo, foi despertado por um navio que se aproximava. “Viemos resgatá-lo”, disseram. “Como souberam que eu estava aqui?”, perguntou. “Nós vimos o seu sinal de fumaça”, responderam eles.
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