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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

A rocha no caminho.


Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada. Naquele momento ele se escondeu e ficou observando se alguém tiraria a imensa rocha do caminho. Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra. Alguns até esbravejaram contra o rei dizendo que ele não mantia as estradas limpas, mas nenhum deles tentou se quer remover a pedra dali. De repente, passa um camponês com uma boa carga de vegetais. Ao se aproximar da imensa rocha, ele pôs de lado a sua carga e tentou remover a rocha dali. Após muita força e suor, ele finalmente, com muito jeito, conseguiu mover a pedra para o lado da estrada. Ele voltou a pegar a sua carga de vegetais mas notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra. Foi até ela e viu que a bolsa continha muitas moedas de ouro, e um bilhete escrito pelo rei que dizia: "Todo obstáculo contém uma oportunidade para melhorarmos nossa condição..."

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A arte de envelhecer.


Conta um jovem universitário que no seu primeiro dia de aula o professor se apresentou e pediu que todos procurassem conhecer alguém que ainda não conheciam. Ele ficou de pé e olhou ao redor, quando uma mão lhe tocou suavemente o ombro. Deu meia volta e viu uma velhinha enrugada, cujo sorriso lhe iluminava todo seu ser. Ela lhe falou sorrindo: Oi, gato. Meu nome é Rose. Tenho oitenta e sete anos. Posso lhe dar um abraço? O moço riu e respondeu com entusiasmo: claro que pode! Ela lhe deu um abraço muito forte. Por que a senhora está na Universidade numa idade tão jovem, tão inocente? Perguntou-lhe o rapaz. Rindo, ela respondeu: estou aqui para encontrar um marido rico, casar-me, ter uns dois filhos e, logo me aposentar e viajar. Eu falo sério, disse seu jovem colega. Quero saber o que a motiva a enfrentar esse desafio na sua idade. Rose respondeu gentil: sempre sonhei em ter uma educação universitária e agora vou ter. Depois da aula ambos caminharam juntos por longo tempo e se tornaram bons amigos. Todos os dias durante os três meses seguintes saíam juntos da classe e conversavam sem parar. O jovem universitário estava fascinado em escutar aquela "máquina do tempo". Ela compartilhava com ele sua sabedoria e experiência. Durante o curso, Rose se fez muito popular na universidade. Fazia amizades onde quer que fosse. Gostava de se vestir bem e se alegrava com a atenção que recebia dos outros estudantes. Ao término do último semestre, Rose foi convidada para falar na festa de confraternização. Naquele dia ela deu a todos uma lição inesquecível. Logo que a apresentaram ela subiu ao palco e começou a pronunciar o discurso que havia preparado de antemão. Leu as primeiras frases e derrubou os cartões onde estavam seus apontamentos. Frustrada e um pouco envergonhada se inclinou sobre o microfone e disse simplesmente: Desculpem que esteja tão nervosa. Não vou poder voltar a colocar meu discurso em ordem. Assim, permitam-me, simplesmente, dizer-lhes o que sei. Enquanto todos riam, ela limpou a garganta e começou: Não deixamos de brincar porque estamos velhos; ficamos velhos porque deixamos de brincar. Há alguns segredos para manter-se jovem, ser feliz e triunfar. Temos que rir e encontrar o bom humor todos os dias. Temos que ter um ideal. Quando perdemos de vista nosso ideal, começamos a morrer. Há tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem sequer sabem! Há uma grande diferença entre estar velho e amadurecer. Se vocês têm dezenove anos e ficam um ano inteiro sem fazer nada produtivo se converterão em pessoas de vinte anos. Se eu tenho oitenta e sete anos e fico por um ano sem fazer nada de útil, completarei oitenta e oito anos. Todos podemos envelhecer. Não requer talento nem habilidade para isso. O importante é amadurecer encontrando sempre a oportunidade na mudança. Não me arrependo de nada. Nós, de mais idade, geralmente não nos arrependemos do que fizemos mas do que não fizemos. E, por fim, os únicos que temem a morte são os que têm remorso. Terminou seu discurso cantando "A rosa". Pediu a todos que estudassem a letra da canção e a colocassem em prática em suas vidas. Rose terminou seus estudos e, uma semana depois da formatura, morreu tranquilamente enquanto dormia. Mais de dois mil estudantes universitários assistiram as honras fúnebres para render tributo à maravilhosa mulher que lhes ensinou, com seu exemplo, que nunca é demasiado tarde para chegar a ser tudo o que se pode e deve ser. Pense nisso! O importante não é acumular muitos anos de vida, mas adquirir sabedoria em todos os momentos que os anos nos oferecem. Afinal, envelhecer é obrigatório, amadurecer é opcional. Pense nisso.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Uma história real.


Aceite-me Como eu Sou... Uma História Real Esta é a história de um soldado que, finalmente voltava para casa, depois de ter lutado no Vietnã. Ele ligou para os pais em São Francisco: - Mamãe, Papai, estou voltando para casa, mas antes quero pedir um favor à vocês. Tenho um amigo que eu gostaria de levar junto comigo. - Claro, eles responderam. Nós adoraríamos conhecê-lo também! Há algo que vocês precisam saber antes, continuou o filho. Ele foi terrivelmente ferido em combate. Pisou numa mina e perdeu um braço e uma perna. Pior ainda é que ele não tem nenhum outro lugar para morar. - Nossa!!! Sinto muito em ouvir isso, filho! Talvez possamos ajudá-lo a encontrar algum lugar para morar! - Não mamãe, eu quero que ele possa morar na nossa casa! - Filho, disse o pai, você não sabe o que está pedindo? Você não tem noção da gravidade do problema? A mãe concordando com o marido reforçou: Alguém com tanta dificuldade seria um fardo para nós. Temos nossas próprias vidas e não queremos uma coisa como essa interfira em nosso modo de viver. Acho que você poderia voltar para casa e esquecer esse rapaz. Ele encontrará uma maneira de viver por si mesmo! Nesse momento o filho bateu o telefone e nunca mais os pais ouviram uma palavra dele. Alguns dias depois, os pais receberam um telefonema da polícia, informando que o filho deles havia morrido ao cair de um prédio. A polícia porém acreditava em suicídio. Os pais, angustiados voaram para a cidade onde o filho se encontrava e foram levados para o necrotério para identificar o corpo. Eles o reconheceram e, para o seu terror e espanto, descobriram algo que desconheciam: “O FILHO DELES TINHA APENAS UM BRAÇO E UMA PERNA!” Os pais nessa história são como nós, achamos fácil amar aqueles que são perfeitos, bonitos, saudáveis, divertidos, mas não gostamos das pessoas que nos incomodam ou não nos fazem sentir confortáveis.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A Idade De Ser Feliz.


Existe somente uma idade para ser feliz. Somente uma época na vida de cada pessoa em que pe possível sonhar e fazer planos. Ter bastante energia para viver, apesar de todas as dificuldades e obstáculos. Uma só idade para a gente se encantar com a vida, viver alegremente e desfrutar tudo com toda intensidade. Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem, sorrindo, cantando, brincando e dançando. Vestir-se com todas as cores sem preconceito nem pudor. Tempo de entusiasmo e de coragem, em que todo desafio é um convite a lutar com muita disposição de se tentar algo de novo e quantas vezes for preciso. Essa idade de chama PRESENTE e é tão passageira que tem apenas a duração do instante que passa. Aproveite o máximo cada instante da sua vida, com muita disposição e alegria. Crie em sua vida motivos suficientes para ser verdadeiramente feliz, seja qual for sua idade.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Escravo Esopo.


Ésopo era um escravo de rara inteligência que servia à casa de um conhecido chefe militar da antiga Grécia. Certo dia, em que seu patrão conversava com outro companheiro sobre os males e as virtudes do mundo, Ésopo foi chamado a dar sua opinião sobre o assunto, ao que respondeu seguramente: – Tenho a mais absoluta certeza de que a maior virtude da Terra está à venda no mercado. – Como? Perguntou o amo surpreso. Tens certeza do que está falando? Como podes afirmar tal coisa? – Não só afirmo, como, se meu amo permitir, irei até lá e trarei a maior virtude da Terra. Com a devida autorização do amo, saiu Ésopo e, dali a alguns minutos voltou carregando um pequeno embrulho. Ao abrir o pacote, o velho chefe encontrou vários pedaços de língua, e, enfurecido, deu ao escravo uma chance para explicar-se. – Meu amo, não vos enganei, retrucou Ésopo. – A língua é, realmente, a maior das virtudes. Com ela podemos consolar, ensinar, esclarecer, aliviar e conduzir. Pela língua os ensinos dos filósofos são divulgados, os conceitos religiosos são espalhados, as obras dos poetas se tornam conhecidas de todos. Acaso podeis negar essas verdades, meu amo? – Boa, meu caro, retrucou o amigo do amo. Já que és desembaraçado, que tal trazer-me agora o pior vício do mundo? – É perfeitamente possível, senhor, e com nova autorização de meu amo, irei novamente ao mercado e de lá trarei o pior vício de toda a terra. Concedida a permissão, Ésopo saiu novamente e dali a minutos voltava com outro pacote semelhante ao primeiro. Ao abri-lo, os amigos encontraram novamente pedaços de língua. Desapontados, interrogaram o escravo e obtiveram dele surpreendente resposta: – Por que vos admirais de minha escolha? Do mesmo modo que a língua, bem utilizada, se converte numa sublime virtude, quando relegada a planos inferiores se transforma no pior dos vícios. Através dela tecem-se as intrigas e as violências verbais. Através dela, as verdades mais santas, por ela mesma ensinadas, podem ser corrompidas e apresentadas como anedotas vulgares e sem sentido. Através da língua, estabelecem-se as discussões infrutíferas, os desentendimentos prolongados e as confusões populares que levam ao desequilíbrio social. Acaso podeis refutar o que digo? –indagou Ésopo. Impressionados com a inteligência invulgar do serviçal, ambos os senhores calaram-se, comovidos, e o velho chefe, no mesmo instante, reconhecendo o disparate que era ter um homem tão sábio como escravo, deu-lhe a liberdade. Ésopo aceitou a libertação e tornou-se, mais tarde, um contador de fábulas muito conhecido da antigüidade e cujas histórias até hoje se espalham por todo mundo.

Meu dia de tristezas..


Um certo dia, tudo estava nos conformes de sempre. A vida já tinha seu rumo , e rotina dominava meu caminho, tudo era normal. Só que o dia passou sem perceber nada de errado, então fui dormir , descansar da luta de sempre. Só que quando acordei , eu ví o quarto um pouco escuro como habitualmente, olhei para os lados , e parecia ver como se vê um dia nublado, parecia ter uma nuvem atrapalhando minha visão, me levantei, fui andando lentamente e fui lavar o rosto, me olhando no espelho , eu não conseguia ver a vista direita , a imagem que eu via era destorcida, e a vista esquerda, um pouco mais escura do normal. não sabia o que fazer, me perguntava , porque estava isso acontecendo , será que tinha dormido mal? Lavei os olhos várias vezes, para ver se aquilo passava, mas tudo continuou da mesma forma, eu ali sózinha, sem ter ningúem para me lamentar ou pedir explicações, então fui tomar meu café já pronto do dia anterior, e teria que sair para ir ao Mercado fazer compras. Me arrumei como pude , e saí até na esperanças de que la fora no sol eu poderia encxergar melhor. fui caminhando na direção das compras , e mal via as pessoas, andava olhando para o chão, para evitar tropeçar, ao entrar no mercado, eu não conseguia ver as mercadorias expostas , fiquei perguntando sobre uma coisa ou outra, só que umas pessoas falavam com um pouco de indiferença e com isso me magoava cada vez mais, comprei pouca coisas e voltei para casa, já com lágrimas nos olhos. Pensava Meu Deus! O que está acontecendo comigo? Resolvi ir a um médico que me desse informação , telefonei para uma amiga e ela veio ao meu encontro e fomos la. E logo me atenderam prontamente ao ver que eu nem enxergava mais o chão. os degraus sumiam. Fui examinada por dois médicos que me fizeram exames e foi constatada que meu problema era da Retina, e que aos poucos estava ficando cega, e mais uns dias eu não conseguiria ver mais nada. E falou de um procedimento que teria que fazer dois du ias depois com urgência. Mas o resultado não teria garantia, isso iria depender uns 60% de cura e sempre teria que ter muito cuidado. Assim fiz o procedimento. No inicio me pareceu pior, eu ja não conseguia ver a tv . ja nem sabia o que fazer se ficasse cega.. O tempo passou , muitas pessoas se afastaram de mim, até aquele namorado que me dizia amava muito , foi se distanciando. Mas pedi aos Céus que me ajudassem , e hoje me sinto melhor , ja vejo as letras as quais estou digitando, Tem dias que quase nem enxergo , e outros vejo melhor, se ficar assim agradeço a Deus e os Santos que me abençoaram , mesmo vendo 30% estou feliz. Só que alem de passar isso tudo eu conheci melhor as pessoas que gostavam de mim, que sempre me dão apoio, quantos as outras, um dia quem sabe terão seus dias de tristezas também., mas não me fazem falta alguma. Mesmo assim ainda me sinto Feliz! Isso um pouco e mim. para "Vidas e Sonhos."

Ponto de Vista.


Uma sábia e conhecida anedota árabe conta que , certa feita um sultão sonhou que tinha perdido todos os dentes. Logo que acordou mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho. - Que desgraça senhor! - exclamou o adivinho_ Cada dente caído, significa a perda de um parente de vossa majestade. - Mas que insolente - gritou o Sultão enraivecido. Como te atreves a dizer-me tal coisa? Fora daqui? O Sultão chamou os guardas e ordenou que lhe dessem com açoites. Depois mandou que trouxessem outro adivinho, e lhe contou sobre o sonho. Este , após ouvir o Sultão atentamente disse-lhe: - Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada . O sonho quer dizer que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes . A fisionomia do Sultão iluminou-se num largo sorriso, e ele ordenou que dessem cem moedas de ouros ao segundo adivinho. E quando este se retirava do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado; - Não é possível ! A sua interpretação foi a mesma que seu colega havia feito. Não entendo porque o primeiro ele pagou com açoites e a você com cem moedas de ouros. Ao que o adivinho respondeu. _ Lembra-te muito amigo, tudo depende da maneira de dizer (autor desconhecido.)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A NOIVA DO RIO. Além da Imaginação.


Poderia um objetivo e desejo muito grandes de uma pessoa em vida mantê-la presa ao nosso mundo, mesmo após sua partida para o Além?" Segundo o relato a seguir, isso realmente pode acontecer! ================================================================================= Oi, me Chamo Elizandra, e o relato que vou contar agora escuto a muito tempo do meu pai. É mais uma daquelas histórias que aconteceram antigamente e que jamais serão esquecidas. Meu pai e sua família moravam em Engenho Velho - Santa Catarina [Coordenadas GPS: Latitude / Longitude = 27°14'2.53"S, 52°12'10.31"W], nas margens do rio Uruguai, que divide Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. Na época em que meu pai era menino, o meu avô costumava deixá-los em casa à tardezinha e saía para pescar. Conta o meu pai, que em uma sexta-feira a noite, quase as 23:00' horas, meu avô chegou em casa aos berros e muito pálido. Meu pai ainda estava acordado, pois sempre esperava meu avô chegar para ajudar a guardar os peixes, mas naquela noite meu avô não trouxe um peixe sequer. Ele entrou em casa, sentou e começou a falar para meu pai e seus 8 irmãos o que havia acontecido, que foi o seguinte: - Peguei meu caico (barco) e fui paro o rio, desci o barranco, coloquei meu caico na água e deixei a correnteza fraca me levar até a metade do rio. Fiquei ali parado muito tempo e nada de peixe, começou a escurecer. Senti então uma batida na parte de baixo do caico, mas não dei importância porque nesse rio tem muitos galhos presos e soltos em baixo da água. Mas as batidas aumentaram. Tentei olhar na água, mas no escuro muito pouco enxerguei. Fiquei sentado, quieto, e foi quando algo então subiu no meu caico. Era uma moça, uma mulher, estava toda molhada, mas se mantinha bonita, vestida de noiva. Ela subiu sentou e disse: "não se assuste, apenas quero atravessar o rio"...... Não sei de onde tirei forças para remar, mas permaneci em silêncio até chegar no outro lado do rio. Quando estávamos quase na beira do rio, ela desapareceu do caico. Não foi sonho, eu juro. Conta meu pai ainda, que meu avô voltou para casa aquela noite apavorado, e nunca mais ele ficou no rio depois das 7 da noite, sendo que o povo de lá tem uma boa explicação para o que aconteceu. Dizem os vizinhos, que em 1953 uma moça da família vizinha a do meu pai se casou com um rapaz que morava no lado do rio. No Rio Grande do Sul, para se visitarem, um dos dois precisava atravessar. No dia do casamento deles, a moça e seu pai viraram o caico na água, sendo que o corpo pai foi achado e retirado da água, mas o corpo da moça jamais saiu dela. Dizem ainda que ela não oferece mal algum, apenas deseja sair da água para poder se casar. Eu não acredito, mas também não duvido. Já estive lá no rio a noite, e realmente tem horas que a sensação de não se estar sozinho é muito. www.alemdaimaginacao.com Elizandra - Blumenau - SC - Brasil

Fábulas . Esopo. O gato, o galo e o ratinho.


Um ratinho vivia em um buraco com sua mãe. Depois de sair pela primeira vez sozinho, falou para ela. - Mãe, você não imagina os bichos estranhos que encontrei! Um era belo e delicado, tinha um pelo muito macio e um rabo elegante, um rabo que se movia formando ondas. O outro era um monstro horrível. No alto da cabeça e debaixo do queixo ele tinha pedaços de carne crua que balançava quando ele andava. Subitamente os lados do corpo dele se sacudiam ele eu um grito apavorante . Fiquei com tanto medo que fugi correndo, na hora que ia conversar um pouco com o mais simpático. - Ah , meu filho! - Respondeu a mãe- Esse seu monstro era uma ave inofensiva, o outro era um gato feroz, que em um segundo teria te devorado. Moral da história: Jamais confie nas aparências. Fábulas de Esopo.

Contos Infantis. Chapeuzinho Vermelho.


Era uma vez, numa pequena cidade às margens da floresta, uma menina de olhos negros e louros cabelos cacheados, tão graciosa quanto valiosa. Um dia, com um retalho de tecido vermelho, sua mãe costurou para ela uma curta capa com capuz; ficou uma belezinha, combinando muito bem com os cabelos louros e os olhos negros da menina. Daquele dia em diante, a menina não quis mais saber de vestir outra roupa, senão aquela e, com o tempo, os moradores da vila passaram a chamá-la de “Chapeuzinho Vermelho”. Além da mãe, Chapeuzinho Vermelho não tinha outros parentes, a não ser uma avó bem velhinha, que nem conseguia mais sair de casa. Morava numa casinha, no interior da mata. De vez em quando ia lá visitá-la com sua mãe, e sempre levavam alguns mantimentos. Um dia, a mãe da menina preparou algumas broas das quais a avó gostava muito mas, quando acabou de assar os quitutes, estava tão cansada que não tinha mais ânimo para andar pela floresta e levá-las para a velhinha. Então, chamou a filha: — Chapeuzinho Vermelho, vá levar estas broinhas para a vovó, ela gostará muito. Disseram-me que há alguns dias ela não passa bem e, com certeza, não tem vontade de cozinhar. — Vou agora mesmo, mamãe. — Tome cuidado, não pare para conversar com ninguém e vá direitinho, sem desviar do caminho certo. Há muitos perigos na floresta! — Tomarei cuidado, mamãe, não se preocupe. A mãe arrumou as broas em um cesto e colocou também um pote de geléia e um tablete de manteiga. A vovó gostava de comer as broinhas com manteiga fresquinha e geléia. Chapeuzinho Vermelho pegou o cesto e foi embora. A mata era cerrada e escura. No meio das árvores somente se ouvia o chilrear de alguns pássaros e, ao longe, o ruído dos machados dos lenhadores. A menina ia por uma trilha quando, de repente, apareceu-lhe na frente um lobo enorme, de pêlo escuro e olhos brilhantes. Olhando para aquela linda menina, o lobo pensou que ela devia ser macia e saborosa. Queria mesmo devorá-la num bocado só. Mas não teve coragem, temendo os cortadores de lenha que poderiam ouvir os gritos da vítima. Por isso, decidiu usar de astúcia. — Bom dia, linda menina — disse com voz doce. — Bom dia — respondeu Chapeuzinho Vermelho. — Qual é seu nome? — Chapeuzinho Vermelho — Um nome bem certinho para você. Mas diga-me, Chapeuzinho Vermelho, onde está indo assim tão só? — Vou visitar minha avó, que não está muito bem de saúde. — Muito bem! E onde mora sua avó? — Mais além, no interior da mata. — Explique melhor, Chapeuzinho Vermelho. — Numa casinha com as venezianas verdes, logo após o velho engenho de açúcar. O lobo teve uma idéia e propôs: — Gostaria de ir também visitar sua avó doente. Vamos fazer uma aposta, para ver quem chega primeiro. Eu irei por aquele atalho lá abaixo, e você poderá seguir por este. Chapeuzinho Vermelho aceitou a proposta. — Um, dois, três, e já! — gritou o lobo. Conhecendo a floresta tão bem quanto seu nariz, o lobo escolhera para ele o trajeto mais breve, e não demorou muito para alcançar a casinha da vovó. Bateu à porta o mais delicadamente possível, com suas enormes patas. — Quem é? — perguntou a avó. O lobo fez uma vozinha doce, doce, para responder: — Sou eu, sua netinha, vovó. Trago broas feitas em casa, um vidro de geléia e manteiga fresca. A boa velhinha, que ainda estava deitada, respondeu: — Puxe a tranca, e a porta se abrirá. O lobo entrou, chegou ao meio do quarto com um só pulo e devorou a pobre vovozinha, antes que ela pudesse gritar. Em seguida, fechou a porta. Enfiou-se embaixo das cobertas e ficou à espera de Chapeuzinho Vermelho. A essa altura, Chapeuzinho Vermelho já tinha esquecido do lobo e da aposta sobre quem chegaria primeiro. Ia andando devagar pelo atalho, parando aqui e acolá: ora era atraída por uma árvore carregada de pitangas, ora ficava observando o vôo de uma borboleta, ou ainda um ágil esquilo. Parou um pouco para colher um maço de flores do campo, encantou-se a observar uma procissão de formigas e correu atrás de uma joaninha. Finalmente, chegou à casa da vovó e bateu de leve na porta. — Quem está aí? — perguntou o lobo, esquecendo de disfarçar a voz. Chapeuzinho Vermelho se espantou um pouco com a voz rouca, mas pensou que fosse porque a vovó ainda estava gripada. — É Chapeuzinho Vermelho, sua netinha. Estou trazendo broinhas, um pote de geléia e manteiga bem fresquinha! Mas aí o lobo se lembrou de afinar a voz cavernosa antes de responder: — Puxe o trinco, e a porta se abrirá. — Chapeuzinho Vermelho puxou o trinco e abriu a porta. O lobo estava escondido, embaixo das cobertas, só deixando aparecer a touca que a vovó usava para dormir. — Coloque as broinhas, a geléia e a manteiga no armário, minha querida netinha, e venha aqui até a minha cama. Tenho muito frio, e você me ajudará a me aquecer um pouquinho. Chapeuzinho Vermelho obedeceu e se enfiou embaixo das cobertas. Mas estranhou o aspecto da avó. Antes de tudo, estava muito peluda! Seria efeito da doença? E foi reparando: — Oh, vovozinha, que braços longos você tem! — São para abraçá-la melhor, minha querida menina! — Oh, vovozinha, que olhos grandes você tem! — São para enxergar também no escuro, minha menina! — Oh, vovozinha, que orelhas compridas você tem! — São para ouvir tudo, queridinha! — Oh, vovozinha, que boca enorme você tem! — É para engolir você melhor!!! Assim dizendo, o lobo mau deu um pulo e, num movimento só, comeu a pobre Chapeuzinho Vermelho. Mas um caçador estava passando por ali e ouviu tudo. Pegou um machado, abriu a barriga do lobo enquanto ele dormia e tirou de lá Chapeuzinho Vermelho e a vovó. Em seguida, encheu a barriga dele com pedras. Quando o lobo acordou, não conseguia se levantar de tão pesado que estava e acabou caindo no lago.
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